Desempenho chave
Especificações técnicas
Motor
- Cilindrada
- 773 cc
- Potência
- 48.0 ch @ 7000 tr/min (35.3 kW)
- Torque
- 62.8 Nm @ 2500 tr/min
- Tipo de motor
- Bicylindre Vertical, 4 temps
- Arrefecimento
- par air
- Taxa de compressão
- 8.4 : 1
- Diâmetro × curso
- 77 x 83 mm
- Válvulas/cilindro
- 4
- Eixos de cames
- 1 ACT
- Sistema de combustível
- Injection Ø 34 mm
Chassi
- Chassi
- Double berceau acier
- Câmbio
- boîte à 5 rapports
- Transmissão final
- Chaîne
- Suspensão dianteira
- Fourche téléhydraulique Ø 39 mm, déb : 130 mm
- Suspensão traseira
- 2 amortisseurs latéraux, déb : 105 mm
Freios
- Freio dianteiro
- Freinage 1 disque Ø 300 mm, étrier 2 pistons
- Freio traseiro
- Freinage tambour Ø 160 mm
- Pneu dianteiro
- 100/90-19
- Pressão dianteira
- 2.00 bar
- Pneu traseiro
- 130/80-18
- Pressão traseira
- 2.25 bar
Dimensões
- Altura do assento
- 790.00 mm
- Tanque
- 14.00 L
- Peso
- 216.00 kg
- Preço novo
- 8 899 €
Apresentação
Quem disse que é preciso revolucionar uma moto para torná-la desejável? Na Kawasaki, a receita é conhecida há muito tempo com a W 800, e esta Edition Spéciale 2014 é a prova mais elegante disso. Sem modificações técnicas, sem peças forjadas em série limitada, sem suspensões revisadas. Apenas uma pintura. Mas que pintura. Um preto profundo, quase líquido, reveste toda a máquina, realçado por toques de laranja acobreado que percorrem do tanque até o filete do banco. As rodas raiadas também passam para o lado sombrio, e apenas os cromados do cabeçote e do escapamento atravessam esse manto escuro. O resultado transmite um caráter mais marcante que o preto e dourado da edição especial anterior, com uma pátina visual que evoca mais o café-racer inglês dos anos 60 do que o custom californiano.

Sob essa pintura lisonjeira, encontramos o mesmo bicilíndrico vertical de 773 cm3 calado a 360 graus, fiel à filosofia da linhagem W. Os 48 cavalos entregues a 7.000 rpm não vão assustar ninguém no papel, mas é o torque que conta a verdadeira história dessa moto. 62,8 Nm disponíveis já a partir de 2.500 rpm, isso muda tudo. Em baixa rotação, o twin puxa forte, regular, com aquela suavidade mecânica que só um motor de curso longo (77 x 83 mm) sabe oferecer. O câmbio de cinco marchas é mais que suficiente para a proposta, e a transmissão final por corrente faz esquecer que estamos pilotando uma mecânica cuja concepção remonta a outra época. A taxa de compressão contida em 8,4:1 confirma a vocação tranquila do bloco, com quatro válvulas por cilindro garantindo um enchimento limpo sem buscar desempenho bruto.
A parte ciclo joga a mesma carta da simplicidade assumida. Berço duplo em aço, garfo telescópico hidráulico de 39 mm com 130 mm de curso na dianteira, dois amortecedores laterais oferecendo 105 mm na traseira. Nada sofisticado, mas um conjunto coerente que posiciona o banco a 790 mm do solo, um ponto de apoio tranquilizador para todos os biotipos. Os 216 kg em ordem de marcha se fazem sentir parado, bem menos uma vez em movimento. O freio dianteiro, um simples disco de 300 mm pinçado por uma pinça de dois pistões, peca pela falta de mordida comparado ao que oferece uma Triumph Bonneville T100 ou mesmo uma Moto Guzzi V7, mas continua suficiente para o ritmo que essa Kawasaki impõe naturalmente. O tambor traseiro de 160 mm, por sua vez, é quase tanto uma escolha estética quanto técnica.
Diante da concorrência, justamente, a W 800 Edition Spéciale se posiciona a 8.899 euros, ou seja, um leve acréscimo em relação à versão standard por uma mudança puramente cosmética. A Bonneville, mais potente e mais bem equipada em frenagem, pede mais ao bolso. A V7 italiana propõe um caráter de motor diferente com seu V-twin, por um preço comparável. O tanque de 14 litros e a velocidade máxima anunciada de 180 km/h desenham claramente o terreno de jogo da Kawasaki: o dos passeios dominicais, dos trajetos periurbanos saboreados em segunda ou terceira, das saídas em que o prazer se mede pelo sorriso e não pelo cronômetro.
Esta W 800 não se dirige nem ao piloto de pista em busca de emoções fortes, nem ao viajante devorador de rodovias. Ela fala com quem quer uma moto bonita, simples, mecânica no sentido nobre do termo. O tipo de máquina que a gente olha demoradamente antes de dar a partida, que se cuida com carinho no sábado de manhã, e que transforma o menor trajeto em uma pequena cerimônia. Se você busca desempenho, siga em frente. Se busca o prazer puro, esta edição especial tem um argumento de peso a seu favor: o do estilo.
Informações práticas
- Véhicule accessible au permis A2 ou bridable à 47.5ch / 35 Kw
- La moto est accessible aux permis : A, A2
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