Desempenho chave
Especificações técnicas
Motor
- Cilindrada
- 749 cc
- Potência
- 74.6 ch @ 8200 tr/min (54.9 kW)
- Tipo de motor
- Bicylindre parallèle, 4 temps
- Arrefecimento
- liquide
- Diâmetro × curso
- 83 x 67,5 mm
- Válvulas/cilindro
- 4
- Eixos de cames
- 2 ACT
- Sistema de combustível
- Injection Ø nc
Chassi
- Chassi
- structure périmétrique en aluminium
- Câmbio
- boîte à 6 rapports
- Transmissão final
- Chaîne
- Suspensão dianteira
- Fourche téléhydraulique inversée Ø nc
- Suspensão traseira
- Mono-amortisseur
Freios
- Freio dianteiro
- Freinage Brembo
- Freio traseiro
- Freinage 1 disque
Dimensões
- Tanque
- 18.00 L
- Peso
- 213.00 kg
- Preço novo
- 6 999 €
Apresentação
Você conhece a Mash? Se você frequenta as ruelas das cidades médias, certamente já cruzou com uma de suas pequenas retrôs à moda antiga, parada na frente de um café, com ar nostálgico. A fabricante borgonhesa construiu sua reputação em máquinas simples, acessíveis e genuinamente retrô. Então, quando Beaune anuncia um roadster bicilíndrico de 750 cm³ com garfo invertido e pinças Brembo, a gente não acredita no que está vendo.

A aposta técnica, porém, é séria. Sob a carenagem da FR 750 bate um bicilíndrico paralelo de 749 cm³ refrigerado a água, duplo comando de válvulas no cabeçote, quatro válvulas por cilindro, câmbio de seis marchas. Nada de experimental, mas tampouco nada de que se envergonhar. Os 74,6 cavalos surgem a 8.200 rpm, o que posiciona a máquina na mesma faixa da SV 650 ou da Z 650, suas rivais diretas nesse segmento. O ingresso no mundo das modernas, por assim dizer. Para se destacar nesse universo ultracompetitivo, o motor precisará ter caráter, não apenas cavalos numa ficha técnica.
O estilo também passou por uma renovação radical. A Mash foi direto da Triumph Bonneville para algo que se parece com um roadster deste século, sem transição. O resultado é honesto, limpo, sem grandes ousadias. O tanque de 18 litros cria um problema visual: ele esmaga a linha, transmite uma sensação de massa que não combina com o espírito de um roadster. É o tipo de detalhe que incomoda os compradores sensíveis ao estilo, aqueles que comparam fotos antes de entrar numa concessionária.
O preço de 6.999 euros é claramente o trunfo principal. A Mash se coloca no mesmo corredor que a Honda CB 500 Hornet, a KTM 390 Duke ou a Suzuki SV 650. O problema é que a MT-07 Pure, verdadeiro referencial da categoria com quinze anos de reputação nas costas, custa apenas 600 euros a mais. Seiscentos euros separam uma desconhecida de uma máquina cujo valor todo mundo conhece. É uma diferença pequena, e os compradores sabem fazer as contas. Para justificar a escolha da FR 750, o conjunto precisará convencer além do catálogo.
Pois a dúvida persiste em vários pontos cruciais. A máquina é desenvolvida em parceria com a Jedi Motors, fabricante chinesa, e embora não se possa condenar uma moto por suas origens, certas perguntas permanecem sem resposta pública: qualidade das suspensões, possibilidades de ajuste, comportamento real na estrada, acabamento ao longo do tempo. Os argumentos de venda estão lá — pinças Brembo radiais em discos de 300 mm, ABS Bosch, pneus Pirelli Angel GT, chassi perimetral de alumínio. Mas 213 quilos com tanque cheio são vinte a mais do que as concorrentes diretas, quase o porte de um trail de média cilindrada. Para uma máquina que pretende seduzir os jovens com habilitação A2 em busca de agilidade e vivacidade urbana, esse excesso de peso precisará ser justificado na estrada. É precisamente esse tipo de detalhe que faz toda a diferença entre uma boa intenção industrial e um produto finalizado.
Equipamentos de série
- Assistance au freinage : ABS
Informações práticas
- Véhicule accessible au permis A2 ou bridable à 47.5ch / 35 Kw
- La moto est accessible aux permis : A, A2
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