Desempenho chave
Especificações técnicas
Motor
- Cilindrada
- 1000 cc
- Potência
- 181.0 ch @ 12250 tr/min (133.1 kW)
- Torque
- 113.8 Nm @ 10500 tr/min
- Tipo de motor
- 4 cylindres en ligne, 4 temps
- Arrefecimento
- liquide
- Taxa de compressão
- 12.3 : 1
- Diâmetro × curso
- 76 x 55,1 mm
- Válvulas/cilindro
- 4
- Sistema de combustível
- Injection Ø 46 mm
Chassi
- Chassi
- Double poutre aluminium composite type Diamond
- Câmbio
- boîte à 6 rapports
- Transmissão final
- Chaîne
- Suspensão dianteira
- Fourche téléhydraulique inversée Öhlins NIX30 Ø 43 mm, déb : 120 mm
- Suspensão traseira
- Mono-amortisseur Öhlins TTX36, déb : 60 mm
Freios
- Freio dianteiro
- Freinage 2 disques Ø 320 mm, fixation radiale, étrier 4 pistons
- Freio traseiro
- Freinage 1 disque Ø 220 mm, étrier simple piston
- Pneu dianteiro
- 120/70-17
- Pressão dianteira
- 2.50 bar
- Pneu traseiro
- 190/50-17
- Pressão traseira
- 2.90 bar
Dimensões
- Altura do assento
- 835.00 mm
- Tanque
- 17.70 L
- Peso
- 199.00 kg
- Preço novo
- 17 999 €
Apresentação
Quando a Honda decide vestir o traje de gala para sua Fireblade, o resultado chama a atenção antes mesmo de girar a chave. A CBR 1000 RR Fireblade SP safra 2014 chega com suas rodas douradas, sua linha afiada e uma mensagem clara: esta moto só conhece um destino, a pista. Nada de compromisso rodoviário ou concessões ao conforto aqui. Estamos diante de uma edição limitada feita para o cronômetro, e cada detalhe técnico confirma isso.

O grande destaque dessa versão SP é o chassi. A Honda esvaziou o catálogo da Öhlins para equipar sua esportiva: uma suspensão dianteira invertida NIX30 de 43 mm, um mono-amortecedor TTX36 na traseira, tudo ajustado de fábrica para uso em pista. Sem necessidade de passar no preparador ao sair da concessionária, a CBR já está pronta para atacar as zebras. O quadro de dupla longarina em alumínio, do tipo Diamond, foi recalibrado para transmitir mais sensações ao piloto. No quesito frenagem, as pinças monobloco Brembo com fixação radial mordem dois discos de 320 mm com precisão cirúrgica. Encontramos pistões específicos dessa versão, prova de que a Honda não se contentou em colar um adesivo "SP" numa RR padrão.
A ergonomia segue a mesma lógica radical. Pedaleiras recuadas em 10 mm, semimanubrios mais abertos, assento e distância ao solo elevados em 4 mm. O resultado: um ângulo de inclinação levado a 47 graus, contra 46 na versão clássica. A diferença parece pequena no papel, mas numa sequência rápida de curvas, esse grau a mais muda tudo. Os Pirelli SuperCorsa SP em 120/70-17 e 190/50-17 completam o quadro. Utilizáveis na estrada, claro, mas só pedem para esquentar no asfalto liso de um autódromo. Outro detalhe que diz muito: sem pedaleiras de passageiro, sem lugar para um segundo capacete. O subquadro traseiro monocoque aliviado carrega apenas um piloto e suas ambições.
Sob a carenagem, o quatro cilindros em linha de 999 cm3 ganha alguns cavalos em relação à safra anterior. Sedes de válvulas redesenhadas, dutos de admissão retrabalhados, diâmetro do escapamento reduzido de 38 para 35 mm. O balanço mostra 181 cv a 12 250 rpm e 113,8 Nm de torque a 10 500 rpm, com uma taxa de compressão de 12,3:1. Pistões e bielas são selecionados individualmente, a bomba de óleo foi aliviada. O resultado é convincente sem ser arrasador. Diante dos 200 cv das Yamaha R1 ou Kawasaki ZX-10R da mesma época, a Fireblade SP acusa um déficit real de potência. Seus 199 kg com todos os fluidos e sua velocidade máxima de 300 km/h a colocam na boa média, mas não no topo.
O ponto fraco continua sendo o sistema de frenagem combinado C-ABS oferecido como opcional. Eficiente e comprovado em competição, ele pesa 11 kg a mais que a moto sem ABS. Quando a concorrência oferece soluções Bosch ou Nissin com 2 kg, o sobrepeso é difícil de justificar numa máquina pensada para a performance. A 17 999 euros, a CBR 1000 RR SP se dirige aos apaixonados pela Honda, aqueles que querem uma base de pista nobre sem passar pela etapa de preparação. Não falta charme nem rigor técnico. Mas num segmento onde as rivais acumulam controle de tração, mapeamentos múltiplos e ABS esportivo leve, a Fireblade SP joga mais a carta da pureza mecânica do que a do arsenal eletrônico. Uma escolha respeitável, desde que se assuma plenamente.
Informações práticas
- La moto est accessible aux permis : A
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