Desempenho chave
Especificações técnicas
Motor
- Cilindrada
- 1868 cc
- Potência
- 94.0 ch @ 5020 tr/min (69.1 kW)
- Torque
- 154.9 Nm @ 3000 tr/min
- Tipo de motor
- Bicylindre en V à 45°, 4 temps
- Arrefecimento
- par air
- Taxa de compressão
- 10.5 : 1
- Diâmetro × curso
- 102 x 114.3 mm
- Válvulas/cilindro
- 4
- Sistema de combustível
- Injection
Chassi
- Chassi
- Double berceau tubulaire en acier
- Câmbio
- boîte à 6 rapports
- Transmissão final
- Courroie
- Suspensão dianteira
- Fourche télescopique Ø 49 mm
- Suspensão traseira
- Mono-amortisseur sous la selle
Freios
- Freio dianteiro
- Freinage 1 disque Ø 300 mm, étrier 4 pistons
- Freio traseiro
- Freinage 1 disque Ø 292 mm, étrier 4 pistons
- Pneu dianteiro
- 130/90-16
- Pressão dianteira
- 2.48 bar
- Pneu traseiro
- 150/80-16
- Pressão traseira
- 2.76 bar
Dimensões
- Altura do assento
- 680.00 mm
- Tanque
- 18.90 L
- Peso
- 330.00 kg
- Peso a seco
- 316.00 kg
- Preço novo
- 24 460 €
Apresentação
Quem, em 2018, ainda ousa propor um bicilíndrico refrigerado a ar de quase 1900 cm3 numa roupagem que remete aos bons tempos dos anos cinquenta? Harley-Davidson, evidentemente. Com a Heritage Classic FLHC na versão 114 cubic inches, a firma de Milwaukee aposta tudo na carta da nostalgia motorizada, mas desta vez com um argumento de peso sob o tanque. O Milwaukee Eight 1868 cm3 entrega 154,9 Nm de torque já a partir dos 3000 rpm e 94 cavalos a 5020 giros. No papel, não rivaliza com uma Gold Wing. Na prática, essa avalanche de torque em baixa rotação transforma cada retomada num impulso suave, quase preguiçoso, perfeitamente alinhado com a filosofia da máquina.

A Heritage Classic é a mais rodoviária das Softail, e esse bloco 114 lhe cai como uma luva. Onde a versão 107 às vezes exigia um pouco de insistência para ultrapassar em estrada, a 114 resolve a questão com um fio de acelerador. O V-Twin a 45 graus ronca nas suas entranhas, as quatro válvulas por cilindro garantem um enchimento eficiente apesar da taxa de compressão contida em 10,5:1, e a correia de transmissão absorve os trancos sem reclamar. Sente-se que a Harley quis democratizar para a gama de entrada o que antes era reservado às Touring topo de linha. O resultado é convincente, mesmo que a velocidade máxima se limite a 170 km/h. Ninguém compra uma Heritage para flertar com os limites de um circuito, compra-se para devorar as estradas vicinais com um sorriso estampado atrás do para-brisa.
Pois é justamente na estrada que esta moto faz todo sentido. O quadro duplo berço em aço foi revisto e aliviado em relação à geração anterior. Os 330 kg em ordem de marcha continuam imponentes, é verdade, mas o assento a 680 mm facilita as manobras parado e tranquiliza os pilotos de menor estatura. A suspensão dianteira de 49 mm e o monoamortecedor escondido sob o banco não farão esquecer uma Triumph Bonneville Speedmaster em termos de precisão, mas a filtragem das imperfeições é satisfatória para uma máquina desse porte. A frenagem, com seus dois discos de 300 e 292 mm pinçados por cáliperes de quatro pistões, cumpre o serviço sem entusiasmo delirante. Freia-se essa massa, não se para ela seco. O ABS de série traz uma segurança bem-vinda considerando o peso do conjunto.
O posicionamento é claro. A Heritage Classic se destina aos motociclistas que querem rodar, não posar. Os alforjes rígidos engolem a bagagem de um fim de semana, o piloto automático libera o punho direito na rodovia, e o tanque de 18,9 litros permite uma autonomia decente apesar da sede do grande twin. Diante de uma Indian Chief Vintage, sua concorrente mais direta, a Harley joga a carta do patrimônio e da imagem. Diante de uma BMW R 18 Classic, ela contrapõe um preço mais contido a 24 460 euros e uma rede de pós-venda bem estabelecida. Não vencerá nenhuma dessas comparações na ficha técnica pura, mas a ficha técnica nunca foi o campo de jogo da Harley-Davidson.

Resta o preço, justamente. A quase 25 000 euros, a Heritage 114 se situa na faixa alta do segmento custom-touring. É caro para uma moto sem auxílios eletrônicos sofisticados, sem painel digital, sem modos de pilotagem. Mas é também o preço de uma mecânica que fala às vísceras e não ao cérebro. Esta Harley não busca convencer pelos números. Ela aposta no torque generoso do seu grande V-Twin, na sua silhueta atemporal e naquela sensação única de pilotar um pedaço da história americana. Para os nostálgicos do asfalto que procuram uma verdadeira rodoviária de temperamento marcante, a Heritage Classic 114 marca todas as caixas. Desde que se aceitem seus 330 kg e sua filosofia resolutamente old school.
Equipamentos de série
- Assistance au freinage : ABS de série
Informações práticas
- La moto est accessible aux permis : A
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