Desempenho chave
Especificações técnicas
Motor
- Cilindrada
- 599 cc
- Potência
- 112.0 ch @ 12750 tr/min (80.3 kW)
- Torque
- 68.0 Nm @ 11000 tr/min
- Tipo de motor
- In-line four, four-stroke
- Arrefecimento
- Liquid
- Taxa de compressão
- 12.5:1
- Diâmetro × curso
- 68.0 x 41.3 mm (2.7 x 1.6 inches)
- Válvulas/cilindro
- 4
- Eixos de cames
- 2 ACT
- Sistema de combustível
- Injection
- Distribuição
- Double Overhead Cams/Twin Cam (DOHC)
Chassi
- Chassi
- périmétrique double poutre en alu
- Câmbio
- 6-speed
- Transmissão final
- Chaîne
- Suspensão dianteira
- Fourche téléhydraulique Ø 43 mm, déb : 120 mm
- Suspensão traseira
- mono-amortisseur
Freios
- Freio dianteiro
- Double disc
- Freio traseiro
- Single disc
- Pneu dianteiro
- 120/70-ZR17
- Pneu traseiro
- 180/55-ZR17
Dimensões
- Altura do assento
- 815.00 mm
- Distância entre eixos
- 1390.00 mm
- Comprimento
- 2050.00 mm
- Largura
- 660.00 mm
- Altura
- 1135.00 mm
- Tanque
- 18.00 L
- Peso a seco
- 165.00 kg
- Preço novo
- 8 990 €
Apresentação
Lembre-se daquela época, em 2003, quando as esportivas de 600 japonesas se tornaram armas de precisão, frias e exigentes. Triumph, com seu retorno estrondoso, havia sofrido um revés com a TT600, um quatro cilindros julgado muito fraco e muito pesado. A resposta é a Triumph Daytona 600 de 2004, uma máquina que exala esforço e a vontade de fazer bem, mas que luta para recuperar o atraso. Estamos diante de uma moto de transição, carregada de redimir um brasão.

Sob o carenagem redesenhado, mais anguloso, ainda bate o mesmo bloco de 599 cm³. Os números estão aí: 112 cavalos a 12750 rpm, um torque de 68 Nm. No papel, isso se sustenta frente a uma Honda CBR600RR ou uma Yamaha YZF-R6. Mas no asfalto, a realidade é menos lisonjeira. O motor sofre de um vazio abissal em baixas e médias rotações. É preciso torturá-lo além de 8000 rpm para sentir uma impulsão honrosa, e a vida de verdade começa após 10000 rpm. É um defeito típico da categoria na época, mas aqui, ele é exacerbado. O mais frustrante? A Triumph já possuía, com a Speed Four, um mapeamento muito mais reativo e divertido neste mesmo motor. Por que não o retomaram? É o tipo de pergunta que assombra o entusiasta diante desta Triumph Daytona 600 2004, uma oportunidade perdida de criar um caráter realmente único.
A parte ciclo, por outro lado, marca um verdadeiro progresso. O quadro perimétrico em alumínio e a suspensão de 43 mm oferecem uma condução séria, viva e estável. A frenagem é um ponto forte, eficiente e modulável. Mas, mais uma vez, a comparação com as japonesas é cruel. A Daytona 600 se comporta como uma boa esportiva da geração anterior, próxima de uma antiga CBR600F, mas lhe falta a ferocidade e a precisão cirúrgica de uma ZX-6RR da época. A caixa de velocidades, por vezes pouco precisa, lembra que ainda há progressos a serem feitos. Para aquele que busca uma Triumph Daytona 600 usada hoje, é nesses pontos que será preciso estar vigilante; alguns problemas de juventude podem persistir.
E é talvez aí que se nicha seu verdadeiro mérito, e seu público. Pois se ela não é a mais cortante em circuito, a Daytona 600 possui uma versatilidade apreciável. A posição de pilotagem é menos extrema do que a de suas concorrentes, a sela a 815 mm é tolerável, e as suspensões oferecem um conforto relativo. Ela é mais fácil de se viver no cotidiano, em estradas sinuosas como em rolagem esportiva. É uma esportiva que sorri ainda um pouco, onde as outras fazem caretas. Para um jovem com permissão almejando um modelo em A2 após restrição, ou para um viajante buscando uma esportiva sem a tortura associada, esta inglesa tem argumentos.
No final, a Triumph Daytona 600, quer se a considere em seu ano de lançamento 2003, sua versão 2005 ou mesmo 2006, permanece um objeto ambíguo. É uma moto honesta, bem construída, que trouxe a Triumph de volta ao pátio dos grandes da esportiva de cilindrada média. Mas ela peca por um motor muito comedido e uma dinâmica que falta o último grau de loucura nipônica. Ela agrada àquele que busca o charme britânico e uma certa facilidade, bem longe do dogma do tudo para a pista. Uma bela máquina, sim, mas não uma assassina.
Informações práticas
- Moto bridable à 34 ch pour l'ancien permis A MTT1 - pas garanti pour le permis A2
- La moto est accessible aux permis : A, A (MTT1)
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