Desempenho chave
Especificações técnicas
Motor
- Cilindrada
- 1130 cc
- Potência
- 135.0 ch @ 9250 tr/min (99.3 kW)
- Torque
- 117.7 Nm @ 6500 tr/min
- Arrefecimento
- liquide
- Taxa de compressão
- 11.5 : 1
- Diâmetro × curso
- 88 x 62 mm
- Válvulas/cilindro
- 4
- Eixos de cames
- 2 ACT
- Sistema de combustível
- Injection Ø 53 mm
Chassi
- Chassi
- treillis en tube d\'acier relié à des éléments de fonderie
- Câmbio
- boîte à 6 rapports
- Transmissão final
- Chaîne
- Suspensão dianteira
- Fourche téléhydraulique inversée Ø 50 mm, déb : 120 mm
- Suspensão traseira
- Mono-amortisseur, déb : 120 mm
Freios
- Freio dianteiro
- Freinage 2 disques Ø 320 mm, étrier 4 pistons
- Freio traseiro
- Freinage 1 disque Ø 240 mm, étrier 2 pistons
- Pneu dianteiro
- 120/70-17
- Pressão dianteira
- 2.50 bar
- Pneu traseiro
- 190/55-17
- Pressão traseira
- 2.50 bar
Dimensões
- Altura do assento
- 780.00 mm
- Tanque
- 17.00 L
- Peso a seco
- 199.00 kg
- Preço novo
- 12 900 €
Apresentação
Imagine um engenheiro que tivesse decidido, numa manhã, eliminar todo adorno, todo compromisso, toda pudor estilístico. O que a Benelli tirou de suas oficinas de Pesaro em 2005 é exatamente isso: uma máquina construída como uma declaração de intenções, não como um produto comercial. A TNT — Tornado Naked Tre — não busca agradar a todos. Ela busca marcar as mentes, e consegue isso desde o primeiro olhar.

A silhueta combina chassi nu com escultura industrial. O quadro treliça em tubo de aço, conectado a elementos de fundição, não se esconde atrás de nada. Os radiadores laterais evocam apêndices orgânicos, a alça traseira cumpre vários papéis ao mesmo tempo: suporte de banco, ponto de ancoragem para o escapamento, integração das pegadas do passageiro. Tudo é visível, tudo é funcional. O garfo invertido de 50 mm de diâmetro aponta para o céu com a segurança de uma máquina que não pretende fraquejar. Diante de uma Ducati Monster S4R ou de uma MV Agusta Brutale, a Benelli não copia ninguém. Ela propõe sua própria visão do roadster nu, mais angular, mais crua.
O motor é a razão de ser desta máquina. Derivado da Tornado esportiva, foi ampliado para 1130 cc, com taxa de compressão de 11,5:1 e cotas quadradas de 88 x 62 mm. O resultado: 135 cavalos a 9250 rpm e, sobretudo, 117,7 Nm de torque disponíveis já a partir de 6500 rpm. Para contextualizar esses números, é um nível de torque superior ao que produzia a Yamaha R1 da época, e comparável ao de uma Kawasaki ZX-12R. Em um chassi de 199 kg a seco, com câmbio de seis marchas e transmissão por corrente, as retomadas na saída das curvas são de uma violência precisa.
Não é uma moto para todos, e isso não é um defeito — é sua natureza. O banco a 780 mm permanece acessível, mas o porte compacto e a potência disponível exigem experiência. Um iniciante nessa máquina é uma má ideia. Um piloto experiente em busca de sensações afiadas, de uma alternativa aos roadsters alemães mais comportados, encontrará aqui algo raro. Os freios estão à altura: dois discos de 320 mm na dianteira com pinças de quatro pistões, um disco de 240 mm na traseira. A frenagem não é ponto fraco.

Lançada a 12.900 euros, o posicionamento não era modesto. A Benelli não saldava suas ambições. A TNT custava caro, não prometia nenhum conforto de turismo, com velocidade máxima declarada de 240 km/h e um reservatório de 17 litros que delimitam claramente o uso. É um roadster talhado para estradas secundárias rápidas, para pilotos que confiam mais nas próprias mãos do que nas alforjes. Uma máquina de pegada calculada, não uma faz-tudo. Os pneus 120/70-17 na frente e 190/55-17 atrás enquadram bem esse programa. A Benelli tinha algo a provar em 2005. Com a TNT, a demonstração foi convincente.
Informações práticas
- La moto est accessible aux permis : A
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