Desempenho chave
Especificações técnicas
- Diâmetro × curso
- 79 x 58 mm → 79.0 x 58.0 mm (3.1 x 2.3 inches)
- Curso da roda dianteira
- — → 120 mm (4.7 inches)
- Curso da roda traseira
- — → 120 mm (4.7 inches)
- Pneu dianteiro
- 120/70-17 → 120/70-ZR17
- Pneu traseiro
- 180/55-17 → 180/55-ZR17
- Tanque
- 24.00 L → 23.00 L
Motor
- Cilindrada
- 1137 cc
- Potência
- 164.0 ch @ 9500 tr/min (119.7 kW)
- Torque
- 124.0 Nm @ 7250 tr/min
- Tipo de motor
- In-line four, four-stroke
- Arrefecimento
- Liquid
- Taxa de compressão
- 11:1
- Diâmetro × curso
- 79.0 x 58.0 mm (3.1 x 2.3 inches)
- Válvulas/cilindro
- 4
- Eixos de cames
- 2 ACT
- Sistema de combustível
- Injection
- Lubrificação
- Wet sump
- Ignição
- Computer-controlled digital transistorized
- Partida
- Electric
Chassi
- Chassi
- double poutre en alu
- Câmbio
- 6-speed
- Transmissão final
- Chain (final drive)
- Embreagem
- Hydraulic wet multi plate
- Suspensão dianteira
- Fourche téléhydraulique inversée Ø 43 mm, déb : 120 mm
- Suspensão traseira
- Mono-amortisseur, déb : 120 mm
- Curso da roda dianteira
- 120 mm (4.7 inches)
- Curso da roda traseira
- 120 mm (4.7 inches)
Freios
- Freio dianteiro
- Dual disc
- Freio traseiro
- Single disc
- Pneu dianteiro
- 120/70-ZR17
- Pressão dianteira
- 2.90 bar
- Pneu traseiro
- 180/55-ZR17
- Pressão traseira
- 2.90 bar
Dimensões
- Altura do assento
- 810.00 mm
- Distância entre eixos
- 1490.00 mm
- Distância ao solo
- 130.00 mm
- Tanque
- 23.00 L
- Peso
- 255.00 kg
- Peso a seco
- 223.00 kg
- Preço novo
- 13 600 €
Apresentação
Quem se lembra do dia em que a Honda decidiu desafiar as leis da física nas estradas? Foi em 1996, e a CBR 1100 XX Super Blackbird chegava com uma promessa insana: ir provocar os 300 km/h numa moto que qualquer bom piloto conseguia domar. Não era um protótipo de corrida, nem um dragster disfarçado. Uma sport-touring civilizada, capaz de engolir a rodovia a velocidades que só os aviões comerciais praticavam até então. O nome "Blackbird" não era por acaso, uma referência assumida ao SR-71 da US Air Force, o avião mais rápido do mundo. A Honda mirava alto, e o resultado cumpriu suas promessas.

Esta safra 2001 traz a versão aprimorada do quatro cilindros em linha de 1137 cm3, alimentado por injeção e admissão de ar forçado desde a atualização de 1999. Os números falam por si: 164 cavalos a 9500 rpm e, sobretudo, 124 Nm de torque já a 7250 rpm. Esse motor é uma turbina. Ele puxa forte, puxa longo, puxa em qualquer situação. De 3000 a 9000 giros, o empuxo permanece constante, linear, quase limpo demais. E é justamente essa a crítica que se pode fazer: essa mecânica carece de personalidade. Nem uma vibração, nem um solavanco, nem uma hesitação. Você anda rápido, muito rápido até, com uma facilidade desconcertante, mas o piloto em busca de sensações brutas vai ficar um pouco frustrado. A relação peso/potência continua favorável apesar dos 255 kg com todos os fluidos, e o tanque de 23 litros permite belas etapas entre dois postos.
No quesito chassi, o quadro de dupla viga em alumínio recebe uma suspensão dianteira invertida de 43 mm e um mono-amortecedor, ambos ajustados para o compromisso. A distância entre eixos de 1490 mm confere uma estabilidade de transatlântico na rodovia, e mesmo assim a Blackbird se insinua nas curvas com uma desenvoltura que faria corar certas 750. A altura livre de 130 mm limita as ambições na pista, mas essa não é sua vocação. A frenagem com duplo disco dianteiro e o sistema Dual-CBS cumprem seu papel com rigor, mesmo que os padrões tenham evoluído desde então. A velocidade máxima anunciada de 283 km/h continua sendo um argumento de peso diante da concorrência, embora a Suzuki Hayabusa 1300 e a Kawasaki ZX-12R tenham elevado o patamar em cavalaria pura. Essas duas rivais apresentam potências superiores no papel, mas o fazem ao preço de um temperamento mais nervoso e de um conforto inferior.
É precisamente aí que a Honda se destaca. A Super Blackbird não é a mais potente, nem a mais leve, nem a mais espetacular. Ela é a mais equilibrada. O banco posicionado a 810 mm permanece acessível, a posição de pilotagem pende para o esportivo sem torturar os pulsos ao longo de 500 quilômetros, e o compromisso entre desempenho e uso cotidiano continua sendo um dos melhores já propostos nessa categoria. O ponto negativo? A proteção aerodinâmica, paradoxalmente insuficiente para uma máquina talhada para a velocidade. Acima de 200 km/h, o vento lembra sua presença com insistência. E o passageiro, relegado a um banco estreito e elevado, não compartilha exatamente o entusiasmo do piloto.

A 13 600 euros em 2001, a CBR 1100 XX se dirigia aos viajantes exigentes, aqueles que querem cruzar a Europa de uma só vez sem abrir mão da adrenalina de uma ultrapassagem fulminante. Não é uma máquina de pista, nem uma urbana, mas uma GT musculosa que inventou um gênero e que, vinte e cinco anos depois, ainda impõe respeito por sua coerência mecânica e seu equilíbrio geral. A Honda pode ter perdido a guerra dos números contra Suzuki e Kawasaki, mas a Blackbird venceu a da elegância.
Equipamentos de série
- Assistance au freinage : Double CBS
Informações práticas
- La moto est accessible aux permis : A
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