Desempenho chave
Especificações técnicas
- Potência
- 112.0 ch @ 8500 tr/min (81.8 kW) → 112.0 ch @ 9250 tr/min (82.5 kW)
- Torque
- 93.0 Nm @ 8000 tr/min → 96.0 Nm @ 7000 tr/min
- Arrefecimento
- Liquid → liquide
- Sistema de combustível
- — → Injection
- Partida
- Electric → —
- Chassi
- — → treillis tubulaire en tube d\'acier
- Suspensão dianteira
- — → Fourche téléhydraulique inversée Ø 43 mm, déb : 127 mm
- Suspensão traseira
- — → Mono-amortisseur, déb : 130 mm
- Freio dianteiro
- — → Dual disc
- Pneu dianteiro
- 120/70-ZR17 → 120/60-ZR17
- Peso
- 221.00 kg → —
- Peso a seco
- — → 198.00 kg
- Preço novo
- — → 15 408 €
Motor
- Cilindrada
- 996 cc
- Potência
- 112.0 ch @ 9250 tr/min (82.5 kW)
- Torque
- 96.0 Nm @ 7000 tr/min
- Tipo de motor
- V2, four-stroke
- Arrefecimento
- liquide
- Taxa de compressão
- 11.5:1
- Diâmetro × curso
- 98.0 x 66.0 mm (3.9 x 2.6 inches)
- Válvulas/cilindro
- 4
- Sistema de combustível
- Injection
Chassi
- Chassi
- treillis tubulaire en tube d\'acier
- Câmbio
- 6-speed
- Transmissão final
- Chain (final drive)
- Suspensão dianteira
- Fourche téléhydraulique inversée Ø 43 mm, déb : 127 mm
- Suspensão traseira
- Mono-amortisseur, déb : 130 mm
- Curso da roda dianteira
- 127 mm (5.0 inches)
- Curso da roda traseira
- 130 mm (5.1 inches)
Freios
- Freio dianteiro
- Dual disc
- Freio traseiro
- Single disc
- Pneu dianteiro
- 120/60-ZR17
- Pneu traseiro
- 190/50-ZR17
Dimensões
- Altura do assento
- 790.00 mm
- Distância entre eixos
- 1410.00 mm
- Tanque
- 17.00 L
- Peso a seco
- 198.00 kg
- Preço novo
- 15 408 €
Apresentação
Quando Massimo Tamburini colocou seus lápis na prancheta da 916, ele não podia imaginar que sua criação iria redefinir os padrões da esportiva italiana por uma geração inteira. A Ducati 996, surgida em 1998 e produzida até 2002, nada mais é do que a evolução lógica dessa obra-prima. Carl Fogarty a levou ao topo do Superbike mundial, e essa aura de competição ainda gruda na sua carenagem como o cheiro de óleo de rícino num macacão de pisteiro. Em 2001, a moto Ducati 996 permanece fiel à receita original. O V-twin desmodrômico de 996 cc desenvolve 112 cavalos a 9.250 rpm e, sobretudo, 96 Nm de torque a 7.000 giros. É nessa faixa de rotações que o bicilíndrico ganhou fôlego em relação à 916: mais empuxo na saída de curva, mais tração franca quando se reabre o acelerador inclinado.

O restante da ficha técnica da Ducati 996 não mudou, e ninguém reclama disso. O quadro treliça tubular em aço, assinatura de Bolonha, envolve esse twin com rigor de cirurgião. A suspensão dianteira invertida de 43 mm oferece 127 mm de curso, o monoamortecedor traseiro 130 mm. É firme, calibrado para a pista, e em estrada sinuosa a máquina se comporta como um bisturi. É preciso comandá-la com autoridade na entrada da curva, quase forçá-la, mas uma vez inscrita em sua trajetória, ela mantém a linha com uma estabilidade desconcertante. A distância entre eixos curta de 1.410 mm e o peso contido de 198 kg a seco contribuem largamente para isso. Diante de uma Honda VTR 1000 SP1 ou uma Aprilia RSV Mille da mesma época, a Ducati joga a carta da precisão cirúrgica em vez da potência bruta.
Mas pilotar uma 996 se conquista. A altura do banco de 790 mm parece modesta no papel, porém a posição de pilotagem é radical. Punhos quebrados, tronco mergulhando para frente, coxas apertadas contra o tanque de 17 litros. Num trajeto de mais de cem quilômetros, as costas protestam e os antebraços esquentam. Não é uma touring disfarçada, é uma ferramenta de pilotagem pura. O câmbio de seis marchas cai justo, a transmissão por corrente permanece direta, os freios com disco duplo dianteiro mordem com convicção. A velocidade máxima declarada de 260 km/h situa a fera no topo da tabela para um twin, mesmo que os quatro cilindros japoneses da época exibissem números superiores. A Ducati 996 não se resume a dados brutos. Ela se vive pelo som cavernoso do escapamento sob o banco, pelas vibrações do V2 que sobem pelos pedaleiros, por essa sensação de estar conectado à mecânica sem filtro nem assistência.
No mercado da Ducati 996 usada, os preços variam fortemente conforme o estado e a versão. A 996 S, a 996 SPS ou a muito cobiçada Ducati 996 R apresentam cotações em alta constante. A versão standard, com preço de catálogo de 15.408 euros em 2001, é negociada hoje a valores que refletem seu status de futura clássica. Às vezes cruza-se com uma Ducati 996 amarela, lembrando a versão Matrix popularizada pelo filme, ou exemplares mais discretos no vermelho Ducati tradicional. O basculante Ducati 996, peça emblemática do monobraço oscilante, faz parte desses detalhes técnicos que alimentam a paixão dos colecionadores. Quanto à Ducati 996 S4R ou à 996 Monster, elas provam que esse motor se espalhou muito além do quadro esportivo, irrigando toda a gama de Borgo Panigale.

A Ducati 996 safra 1999, 2000 ou 2001 continua sendo uma proposta radical, reservada aos pilotos dispostos a aceitar suas exigências em troca de sensações que poucas máquinas podem oferecer. Não é uma moto de iniciante, nem um brinquedo de fim de semana confortável. É um objeto de paixão mecânica, talhado para a curva e pensado para a pista, que recompensa quem dedica tempo a domá-la.
Informações práticas
- La moto est accessible aux permis : A
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