Desempenho chave
Especificações técnicas
Motor
- Cilindrada
- 996 cc
- Potência
- 112.0 ch @ 8500 tr/min (81.8 kW)
- Torque
- 93.0 Nm @ 8000 tr/min
- Tipo de motor
- V2, four-stroke
- Arrefecimento
- Liquid
- Taxa de compressão
- 11.5:1
- Diâmetro × curso
- 98 x 66 mm
- Válvulas/cilindro
- 4
- Sistema de combustível
- Injection Ø 50 mm
Chassi
- Chassi
- treillis tubulaire en tube d'acier
- Câmbio
- 6-speed
- Transmissão final
- Chaîne
- Suspensão dianteira
- Fourche téléhydraulique inversée Ø 43 mm, déb : 127 mm
- Suspensão traseira
- Mono-amortisseur, déb : 130 mm
Freios
- Freio dianteiro
- Dual disc
- Freio traseiro
- Single disc
- Pneu dianteiro
- 120/70-17
- Pneu traseiro
- 190/50-17
Dimensões
- Altura do assento
- 790.00 mm
- Distância entre eixos
- 1410.00 mm
- Tanque
- 17.00 L
- Peso a seco
- 198.00 kg
- Preço novo
- 15 408 €
Apresentação
Quem se lembra do choque visual provocado pela 916 quando Massimo Tamburini revelou suas linhas em 1994? Essa moto redesenhou os códigos da esportiva italiana, e a Ducati 996 safra 2000 é sua herdeira direta. Nascida em 1998 de uma evolução mecânica direcionada, ela conserva tudo o que conquistou uma geração de motociclistas, acrescentando uma dose extra de músculo bem-vinda. Carl Fogarty e seus títulos no World Superbike não são estranhos à aura dessa máquina. A 996 não é uma revolução, é um aprimoramento.

Sob a carenagem esculpida, o V2 desmodrômico passa de 916 para 996 cc graças a um diâmetro generoso de 98 mm para um curso curto de 66 mm. O resultado se lê na ficha técnica da Ducati 996: 112 cavalos a 8500 rpm e, sobretudo, 93 Nm de torque disponíveis a partir de 8000 giros. O ganho se sente nas faixas intermediárias, ali onde o piloto retoma na saída da curva. A taxa de compressão de 11,5:1 e as quatro válvulas por cilindro denunciam uma mecânica concebida para a performance, não para o passeio de domingo. O som que escapa dos escapamentos sob o banco é rouco, profundo, quase animal. É uma assinatura sonora que nem uma Honda VTR 1000 SP nem uma Aprilia RSV Mille conseguem reproduzir.
O chassi, por sua vez, não mudou um milímetro. O quadro treliça tubular em aço, o garfo invertido de 43 mm com seus 127 mm de curso, o monoamortecedor traseiro, a balança monobraço: tudo vem diretamente da 916. O entre-eixos de 1410 mm e o peso contido em 198 kg a seco fazem dela uma moto ágil na inclinação. Uma vez a Ducati 996 inscrita na curva, ela mantém sua linha com precisão cirúrgica. Os freios com duplo disco dianteiro mordem forte, os Pirelli em 120/70-17 e 190/50-17 grudam no asfalto. Na pista, a diferença em relação à antecessora se mede em centésimos. Na estrada, se mede em sensações.
É preciso, porém, aceitar o contrato. O banco empoleirado a 790 mm, os semi-guidões baixos e as pedaleiras altas impõem uma posição radical que martiriza os pulsos após trinta minutos de estrada. O tanque de 17 litros limita a autonomia, e a flexibilidade do twin não é seu ponto forte na cidade. A Ducati 996 é uma moto exigente que pede empenho físico e uma pilotagem decidida para dar o melhor de si. Os iniciantes vão passar direto. Os pisteiros e os apaixonados por esportivas italianas, esses, sabem exatamente o que vêm buscar.

No mercado da Ducati 996 usada, os preços variam conforme as versões. A 996 S, a 996 R ou a muito cobiçada 996 SPS comandam valores em alta constante. O modelo standard anunciado a 15 408 euros em 2000 é negociado hoje em patamares variáveis conforme o estado e a quilometragem. A Ducati 996 Matrix, tornada célebre pelo filme de 2003, contribuiu para enraizar o mito na cultura popular. Seja escolhida em vermelho Bolonha ou em Ducati 996 amarela, essa moto continua sendo uma das esportivas mais desejáveis de sua geração. Ela não perdoa nada, mas entrega tudo a quem sabe pilotá-la.
Informações práticas
- La moto est accessible aux permis : A
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