Desempenho chave
Especificações técnicas
Motor
- Cilindrada
- 998 cc
- Potência
- 182.0 ch @ 12500 tr/min (133.9 kW)
- Torque
- 107.9 Nm @ 10000 tr/min
- Tipo de motor
- 4 cylindres en ligne, 4 temps
- Arrefecimento
- liquide
- Taxa de compressão
- 12.7:1
- Diâmetro × curso
- 78 x 52.2 mm
- Válvulas/cilindro
- 4
- Eixos de cames
- 2 ACT
- Sistema de combustível
- Injection Ø 45 mm
Chassi
- Chassi
- Deltabox en aluminium
- Câmbio
- boîte à 6 rapports
- Transmissão final
- Chaîne
- Suspensão dianteira
- Fourche téléhydraulique inversée Ø 43 mm, déb : 120 mm
- Suspensão traseira
- Mono-amortisseur, déb : 120 mm
Freios
- Freio dianteiro
- Freinage 2 disques Ø 310 mm, fixation radiale, étrier 6 pistons
- Freio traseiro
- Freinage 1 disque Ø 220 mm, étrier simple piston
- Pneu dianteiro
- 120/70-17
- Pneu traseiro
- 190/55-17
Dimensões
- Altura do assento
- 835.00 mm
- Tanque
- 18.00 L
- Peso
- 206.00 kg
- Preço novo
- 16 999 €
Apresentação
Você se lembra daquela época em que as réplicas MotoGP não eram apenas um kit de adesivos comprado como acessório? Em 2010, a Yamaha levou o conceito ao paroxismo com esta R1 Replica. Não se trata de uma simples série limitada, mas de um verdadeiro evento. Para o Grande Prêmio da França naquele ano, a marca decidiu que cada máquina seria única, ostentando as cores não de um piloto genérico, mas de um dos quatro titãs do time: Rossi, Lorenzo, Spies ou Edwards. A ideia básica já é insana: adquirir a réplica exata da moto do seu ídolo. Mas a Yamaha superou isso de forma espetacular.

Pois o objeto, por mais técnico que seja, é apenas a parte visível do iceberg. Por esses 16.999 euros, ou um acréscimo de cerca de 1.000 euros sobre a R1 standard já formidável, você não compra apenas uma moto. Você compra uma experiência total, um passe para entrar no círculo muito fechado do mundo da corrida. O mais louco? Era o próprio piloto que deveria te entregar as chaves da sua montaria, em um sábado de maio no coração da atmosfera do paddock. Tente imaginar a cena hoje. É inimitável. A moto em si, com seus 182 cavalos de potência urrando a 12.500 rpm, seu chassi Deltabox e sua frenagem radial monobloco, já era uma arma de pista absoluta. Mas ali, ela chegava acompanhada do capacete do piloto, de uma camisa de equipe, de uma placa de autenticação numerada no chassi e até de um banco de assento racing.
O pacote ia ainda mais longe, transformando o comprador em convidado privilegiado para um fim de semana inteiro. Duas passes para o paddock do Grande Prêmio, oferecendo uma imersão total nos bastidores. E como para provar que esta R1 não era feita para ficar sob uma tenda, a Yamaha incluía um acesso "wild card" aos seus dias de pilotagem em circuito. A oportunidade de destrabar a fera em Carole, no Paul Ricard ou em Magny-Cours, acompanhado pelos instrutores da marca. Era claramente um pacote projetado para o fã absoluto, aquele que vive a MotoGP e sonha em se aproximar da sua aura, ao mesmo tempo em que tem os meios para equipar uma esportiva de 206 kg totalmente abastecida para a estrada de domingo.

Hoje, ao revisitar essa operação, um sorriso escapa, tanto o marketing dos fabricantes se tornou mais asséptico. Era uma época em que ainda se vendia sonho puro, exclusividade tangível, e não apenas um número de série gravado. A R1 básica já era uma referência para os pilotos de pista exigentes, mas esta Replica de 2010 visava um público ainda mais específico: o colecionador apaixonado, o super fã para quem a materialização de um sonho tem um preço. O veredito? Uma operação genial em seu próprio excesso, que prestava homenagem ao espetáculo da MotoGP muito além da simples mecânica. Estamos longe das séries limitadas atuais; era uma peça de época, um pedaço da história entregue com um sorriso de campeão.
Informações práticas
- La moto est accessible aux permis : A
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