Desempenho chave
Especificações técnicas
Motor
- Cilindrada
- 748 cc
- Potência
- 64.0 ch @ 8750 tr/min (46.7 kW)
- Torque
- 62.0 Nm @ 6500 tr/min
- Tipo de motor
- V2, four-stroke
- Arrefecimento
- Air
- Taxa de compressão
- 9.1:1
- Diâmetro × curso
- 88.0 x 61.5 mm (3.5 x 2.4 inches)
- Válvulas/cilindro
- 2
- Eixos de cames
- 1 ACT
- Sistema de combustível
- Injection
Chassi
- Chassi
- Treillis tubulaire en acier
- Câmbio
- 5-speed
- Transmissão final
- Chain (final drive)
- Suspensão dianteira
- Fourche téléhydraulique inversée Ø 43 mm, déb : 120 mm
- Suspensão traseira
- Mono-amortisseur, déb : 110 mm
- Curso da roda dianteira
- 130 mm (5.1 inches)
- Curso da roda traseira
- 148 mm (5.8 inches)
Freios
- Freio dianteiro
- Dual disc
- Freio traseiro
- Single disc
- Pneu dianteiro
- 120/60-ZR17
- Pressão dianteira
- 2.10 bar
- Pneu traseiro
- 160/60-ZR17
- Pressão traseira
- 2.20 bar
Dimensões
- Altura do assento
- 770.00 mm
- Distância entre eixos
- 1440.00 mm
- Comprimento
- 2100.00 mm
- Largura
- 795.00 mm
- Tanque
- 15.00 L
- Peso a seco
- 179.00 kg
- Preço novo
- 8 687 €
Apresentação
Você se lembra daquela sensação, quando a primeira Monster 900 foi lançada e virou tudo de cabeça para baixo como um cataclisma estético? Ela era radical demais, bruta demais para alguns. Então a Ducati, como estrategista, lançou a 600, e depois esta 750, um meio-termo que apareceu em 2000 e encontrou seu público até 2002. A ideia era simples: oferecer a essência do mito, o famoso V2 a 90°, sem a intimidação do motor de grande cilindrada. E no papel, a aposta foi bem-sucedida. Com seus 64 cavalos a 8750 rpm e 62 Nm de torque, esta Ducati Monster 750 se posiciona habilmente entre a pequena e a grande. Ela é bem mais viva que a 600, e seu motor carburado, menos preguiçoso em baixas rotações que o da 900, dá a impressão de uma moto mais ágil na cidade.

A ficha técnica desta Ducati Monster 750 2002 é uma mistura sábia. Ela herda a estrutura treliçada icônica, a suspensão invertida de 43 mm e, um golpe de gênio, o duplo disco dianteiro Brembo de sua irmã maior. Estamos longe de uma versão limitada às pressas. O peso anunciado de 179 kg em seco lhe confere uma manobrabilidade de primeira ordem. O banco a 770 mm é acessível, e a posição de pilotagem, típica das naked bikes da era, é perfeita para devorar as estradas departamentais. É aí, entre 4000 e 7000 rpm, que o bicilindro entrega seu canto rauco e seu torque utilizável, tornando cada saída um pequeno evento. Para um teste Ducati Monster 750 em estrada sinuosa, é uma verdadeira revelação.
No entanto, é preciso colocar os pés no chão. Este motor de 748 cc, com uma taxa de compressão de 9.1:1, não é um raio em disparada. Em velocidade de rodovia, a falta de potência se faz sentir, e o vento te maltrata. Ela não atinge facilmente os 200 km/h. Mas admitamos, quem compra uma Monster 750 carburada para fazer linha reta? Seu verdadeiro defeito, herdado da família, permanece uma suspensão bastante básica que mostra seus limites em estradas degradadas. O monoamortecedor leva a pior.
Então, a quem ela se destina hoje, no mercado de usados? Claramente, ao piloto que busca uma primeira Ducati autêntica, sem a complexidade nem o preço de uma versão moderna. É uma moto A2 perfeita após restrição, oferecendo um caráter inigualável. É também uma base de sonho para um projeto cafe racer, com essa estrutura treliçada que se presta a todas as personalizações. As versões dark, mais sóbrias, também têm seu charme. Comparada a uma concorrente japonesa da época, ela entrega menos números, mas cem vezes mais emoção.
Em definitivo, a Ducati Monster 750 2001 ou 2002 não é a mais potente, nem a mais tecnicamente apurada. Mas ela captura a alma da marca com uma acessibilidade rara. Ela te pega pelas tripas com seu V2 que ronca, te seduz com seu visual atemporal, e te lembra que o prazer na moto é raramente medido no velocímetro. É um pedaço da história, bruto de desmoldagem, que abriu as portas de Bolonha para toda uma geração. Um parecer Ducati Monster 750 só pode ser positivo para quem busca sensação pura, mesmo vinte anos depois.
Informações práticas
- Moto bridable à 34 ch pour l'ancien permis A MTT1 - pas garanti pour le permis A2
- La moto est accessible aux permis : A, A (MTT1)
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