Desempenho chave
Especificações técnicas
- Torque
- 69.0 Nm @ 7750 tr/min → 50.6 Nm @ 7750 tr/min
- Válvulas/cilindro
- 4 → 2
- Ignição
- — → Marelli electronic
- Partida
- — → Electric
- Suspensão dianteira
- 43mm upside-down forks → Showa 43mm upside-down forks
- Curso da roda traseira
- — → 120 mm (4.7 inches)
- Pneu dianteiro
- 120/60-17 → 120/60-ZR17
- Pneu traseiro
- 160/60-17 → 160/60-ZR17
- Tanque
- 15.00 L → 14.00 L
- Peso
- 185.00 kg → —
- Preço novo
- 8 190 € → 7 990 €
Motor
- Cilindrada
- 696 cc
- Potência
- 80.0 ch @ 9000 tr/min (57.6 kW)
- Torque
- 50.6 Nm @ 7750 tr/min
- Tipo de motor
- V2, four-stroke
- Arrefecimento
- Air
- Taxa de compressão
- 10.7:1
- Diâmetro × curso
- 88.0 x 57.2 mm (3.5 x 2.3 inches)
- Válvulas/cilindro
- 2
- Eixos de cames
- 1 ACT
- Sistema de combustível
- Injection. Siemens electronic fuel injection, 45mm throttle body
- Distribuição
- Desmodromic valve control
- Ignição
- Marelli electronic
- Partida
- Electric
Chassi
- Chassi
- Tubular steel Trellis frame
- Câmbio
- 6-speed
- Transmissão final
- Chain (final drive)
- Embreagem
- APTC wet multiplate with hydraulic control
- Suspensão dianteira
- Showa 43mm upside-down forks
- Suspensão traseira
- Progressive linkage with preload and rebound Sachs adjustable monoshock
- Curso da roda traseira
- 120 mm (4.7 inches)
Freios
- Freio dianteiro
- Double disc. Four-piston calipers.
- Freio traseiro
- Single disc. Two-piston calipers.
- Pneu dianteiro
- 120/60-ZR17
- Pressão dianteira
- 2.10 bar
- Pneu traseiro
- 160/60-ZR17
- Pressão traseira
- 2.20 bar
Dimensões
- Altura do assento
- 770.00 mm
- Distância entre eixos
- 1450.00 mm
- Tanque
- 14.00 L
- Peso a seco
- 161.00 kg
- Preço novo
- 7 990 €
Apresentação
Você se lembra da primeira vez que viu uma Monster? Essa mistura de brutalidade e simplicidade, essa estrutura nua que parecia desafiar toda lógica? Em 2010, a Ducati correu um risco monumental ao retocar essa icone. A nova Ducati Monster 696 chegava, e não agradou a todos à primeira vista. Alguns gritavam heresia, outros aplaudiam a audácia. Uma coisa é certa, ela não deixava ninguém indiferente.

Visualmente, ela manteve o DNA baixo e robusto, mas com uma frente mais recolhida nos ombros e um farol que lhe dava um ar de família com algumas MV Agusta. O reservatório com suas aberturas, era o detalhe que dividia opiniões. Mas o verdadeiro choque para os puristas veio do chassi. O lendário treliço tubular, coração da alma Monster, terminava agora com uma estrutura traseira em alumínio fundido. Um híbrido, como na Desmosedici de MotoGP. Era uma revolução técnica, mas uma pequena traição sentimental. Para os equipamentos, por outro lado, sem concessões. Encontrava-se um sistema de freios de esportiva pura com pinças radiais de quatro pistões e um braço oscilante maciço, bem mais robusto do que necessário para seus 80 cavalos.
Sim, o bicilindro em V também evoluía. Com 80 cavalos a 9000 rpm e um torque de 7,2 mkg, ele ganhava quase 10% em relação ao antigo 695. Essa impulsão vinha de cabeçotes compartilhados com o 1100, pistões revisados e um melhor resfriamento. A embreagem APTC tornava as manobras na cidade muito mais cívicas. Na estrada, era sempre essa sensação única. O som rouco, a impulsão na coluna vertebral em regime médio, e essa agilidade herdada de um peso contido a 161 kg em seco. A altura do banco de 770 mm a tornava uma aliada para as pessoas de estatura baixa ou com novas carteiras de motorista, uma excelente candidata para uma transformação em Ducati Monster 696 A2.
No uso, ela seduzia por seu lado prático modernizado. Adeus aos mostradores analógicos, lugar para um painel digital muito mais legível, mesmo que alguns sentissem falta do charme analógico. O farol traseiro passava para LEDs. Essas evoluções, acopladas a um consumo razoável em torno de 6L/100km, a tornavam uma moto para o dia a dia mais completa. Mas ela exigia manutenção, como toda italiana que se preze. A busca por uma bateria Ducati Monster 696 ou um acessório Ducati Monster 696 específico fazia parte do jogo.

Então, quem deveria procurar uma Ducati Monster 696 usada hoje? É a porta de entrada perfeita para o universo Ducati para um piloto que busca caráter sem a loucura dos motores grandes. Seu preço novo na época, em torno de 8000€, parece irrisório diante dos preços atuais. Uma Ducati Monster 696 2008 ou 2010 em bom estado representa um excelente custo-benefício. Ela agrada àquele que quer uma moto com história, um temperamento definido, e que aceita seus pequenos defeitos de juventude. Não é mais a Monster pura e dura de 1993, é uma versão mais polida, mais madura, mas que manteve em suas entranhas a faísca que deu início a tudo.
Informações práticas
- La moto est accessible aux permis : A
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