Desempenho chave
Especificações técnicas
Motor
- Cilindrada
- 689 cc
- Potência
- 74.0 ch (54.4 kW)
- Tipo de motor
- Twin, four-stroke
- Arrefecimento
- Liquid
- Diâmetro × curso
- 80.0 x 68.6 mm (3.1 x 2.7 inches)
- Válvulas/cilindro
- 4
- Eixos de cames
- 2 ACT
- Sistema de combustível
- Injection
- Distribuição
- Double Overhead Cams/Twin Cam (DOHC)
- Lubrificação
- Wet sump
- Ignição
- TCI
- Partida
- Electric
Chassi
- Chassi
- structure tubulaire en acier
- Câmbio
- boîte à 6 rapports
- Transmissão final
- Chain (final drive)
- Suspensão dianteira
- KYB telescopic forks
- Suspensão traseira
- Swingarm, (link suspension)
Freios
- Freio dianteiro
- Single disc
- Freio traseiro
- Single disc
Dimensões
- Preço novo
- 10 000 €
Apresentação
Há anos se fala disso nos corredores dos salões, esse retorno às origens que todos sonham. Enquanto o mercado mergulha na corrida pelo aumento de cilindrada e pela eletrônica onipresente, a Yamaha ousou mostrar algo diferente em Milão em 2017. O T7 Concept não era apenas um exercício de estilo, era um golpe certeiro. Um lembrete endereçado a todos aqueles que pensam que a aventura se mede pelo tamanho do tanque e pelo comprimento da lista de equipamentos. Aqui, falamos de essência pura, de simplicidade voluntária, e de uma herança que pesa: a da Ténéré.

Era preciso ousar resgatar esse nome das caixas, trinta e três anos após o aparecimento da mítica XT600Z. Essa máquina não era um brinquedo, era uma ferramenta de conquista, forjada na fornalha do Dakar e pilotada por deuses como Peterhansel. Ela esgotou 61.000 unidades em uma década, não com marketing, mas com confiabilidade à prova de tudo, uma robustez de trator e uma simplicidade mecânica que a tornou a queridela dos aventureiros. Esse espírito, essa filosofia do “menos, mas melhor”, é exatamente o que o T7 Concept veio incorporar. Uma promessa: a de colocar de volta o prazer da exploração bruta no centro, longe das autoestradas e dos caminhos demarcados.
A receita anunciada é de uma lógica implacável, quase óbvia. Pegue o bicilindro CP2 da MT-07, esse motor de 689 cm3 que faz unanimidade por seu caráter franco e seu torque generoso. Enxerte-o em um chassi novo, leve e sólido, uma estrutura tubular em aço pensada para a rudeza. Adicione uma suspensão dianteira KYB séria, um tanque em alumínio, e uma linha depurada onde o carbono e os LEDs servem à função, não à ostentação. O resultado? Um protótipo operacional que visa a quintessência do trail à moda antiga: uma máquina ágil, confiável, e capaz de levá-lo ao fim do mundo sem o arruinar nem complicar sua vida.
A 10.000 euros como imaginado, esse conceito se posicionava como um azarão frente aos mastodontes alemães ou à concorrência japonesa mais voltada para o turismo. Seu público? O viajante aventureiro que prefere as trilhas pedregosas aos estacionamentos de hotéis, o motociclista que busca mais sensações do que gadgets, e, claro, a legião de fãs da marca aos diapasões que esperam esse retorno aos valores rali há muito tempo. A Yamaha não propõe uma moto de salão, mas uma declaração de intenção. Uma máquina que privilegia o peso contido e o torque utilizável à potência bruta, a eficiência à ostentação.
O T7 Concept era muito mais do que um teaser. Era a prova de que a Yamaha ainda tinha a vontade de bouscular os códigos no segmento adventure. Ao apostar na agilidade e no espírito conquistador em vez da desmesura, a fabricante tocou uma corda sensível. Ela lembrou que a aventura, antes de ser uma categoria de marketing, é um estado de espírito. E que, às vezes, para avançar, é preciso saber olhar no retrovisor. A mensagem era clara: a lenda ia renascer, e ela seria minimalista, nervosa, e terrivelmente eficiente. O risco era audacioso, e o mundo da moto não esperava mais do que sua concretização no asfalto e na terra.
Informações práticas
- La moto est accessible aux permis : A
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