Desempenho chave
Especificações técnicas
Motor
- Cilindrada
- 599 cc
- Potência
- 95.0 ch @ 11500 tr/min (69.9 kW)
- Torque
- 60.8 Nm @ 9500 tr/min
- Tipo de motor
- 4 cylindres en ligne, 4 temps
- Arrefecimento
- liquide
- Taxa de compressão
- 12:1
- Diâmetro × curso
- 62 x 49.6 mm
- Válvulas/cilindro
- 4
- Eixos de cames
- 2 ACT
- Partida
- électrique
Chassi
- Chassi
- double berceau tubulaire en acier
- Câmbio
- boîte à 6 rapports
- Transmissão final
- Chaîne
- Suspensão dianteira
- Fourche téléhydraulique Ø 41 mm, déb : 120 mm
- Suspensão traseira
- Mono-amortisseur, déb : 120 mm
Freios
- Freio dianteiro
- Freinage 2 disques Ø 298 mm, étrier 4 pistons
- Freio traseiro
- Freinage 1 disque Ø 245 mm, étrier 2 pistons
- Pneu dianteiro
- 110/70-17
- Pressão dianteira
- 2.25 bar
- Pneu traseiro
- 160/60-17
- Pressão traseira
- 2.50 bar
Dimensões
- Altura do assento
- 790.00 mm
- Tanque
- 20.00 L
- Peso
- 217.00 kg
- Peso a seco
- 189.00 kg
- Preço novo
- 7 240 €
Apresentação
Quantas motos podem se gabar de terem sido tão bem recebidas nos fóruns quanto nas concessionárias? A Yamaha FZS 600 Fazer, produzida de 1998 a 2003, faz parte desse clube muito seleto de máquinas que marcaram toda uma geração de motociclistas. Não por um feito tecnológico nem por um design de tirar o fôlego, mas por algo mais raro: uma coerência absoluta entre o que ela promete e o que ela entrega. É fácil entender por que as opiniões sobre a Yamaha FZS 600 Fazer continuam tão elogiosas, mesmo vinte anos após seu lançamento.

A versão 2000 trouxe sua cota de melhorias discretas, porém bem-vindas: um tanque ampliado para 20 litros para esticar as etapas, um conforto para o garupa revisado e um painel de instrumentos mais completo. Sob a carenagem, o quatro cilindros em linha de 599 cc é um derivado direto do bloco da Thundercat, retrabalhado no cabeçote, na distribuição e na carburação. O resultado? 95 cavalos a 11 500 rpm e, sobretudo, 60,8 Nm de torque disponíveis já a partir de 9 500 giros. Mas o verdadeiro trunfo desse motor é sua faixa de utilização. Acima de 4 000 rpm, ele empurra com uma regularidade que transmite confiança, seja você iniciante ou motociclista experiente. A velocidade máxima da Yamaha FZS 600 Fazer beira os 220 km/h, o que a coloca no topo da categoria para uma máquina desse segmento. Com um peso abastecida de 217 kg, ela não é exatamente uma pluma, mas sua distribuição de massas bem pensada faz esquecer esse número já nas primeiras curvas.
A parte ciclo não revoluciona nada no papel. Um quadro duplo berço tubular em aço, uma suspensão dianteira telehidráulica de 41 mm, um monoamortecedor, tudo com 120 mm de curso em cada extremidade. Clássico. No entanto, o conjunto funciona com uma homogeneidade que faria corar máquinas mais sofisticadas. A frenagem, inspirada na da R1 com seus dois discos dianteiros de 298 mm pinçados por cáliperes de quatro pistões, oferece potência e dosagem que tranquilizam em todas as situações. O disco traseiro de 245 mm completa o sistema sem nenhuma falha. A altura do banco contida em 790 mm torna a Fazer acessível, inclusive para estaturas medianas. Um ponto que conta quando se busca a primeira moto "de verdade" ou quando se quer uma máquina para rodar todos os dias sem cansaço.
O que distingue essa Yamaha de suas concorrentes diretas da época, a Suzuki Bandit 600 ou a Honda Hornet, é sua capacidade de fazer tudo sem fazer nada mal. Trajetos urbanos durante a semana, passeios por estradas vicinais no sábado, track day no domingo. A carenagem frontal protege eficientemente do vento na estrada e o cavalete central facilita a manutenção de rotina. Os proprietários que procuram um manual de oficina da Yamaha FZS 600 Fazer encontrarão, aliás, uma mecânica simples de manter, com transmissão por corrente e um câmbio de seis marchas de funcionamento preciso. A referência de chassi RJ02 abrange os anos de 1998 a 2003, e as peças ainda são encontradas com facilidade, seja para um modelo de 2002 ou um exemplar de 2005 em fim de série.

Na época vendida por cerca de 7 240 euros, a FZS 600 Fazer esmagava a concorrência em termos de custo-benefício. Hoje, no mercado de usadas, ela continua sendo uma aposta segura para quem quer rodar sem gastar uma fortuna. Alguns a customizam, outros a mantêm original por anos. Nos dois casos, a mecânica aguenta firme sem reclamar. Para uma primeira moto grande ou para um motociclista experiente que procura uma máquina faz-tudo sem frescura, a Fazer 600 marca todas as caixas. Não é a mais bonita do catálogo, nem a mais afiada, mas é aquela que fica no fundo da garagem quando todas as outras já foram embora.
Informações práticas
- Moto bridable à 34 ch pour l'ancien permis A MTT1 - pas garanti pour le permis A2
- La moto est accessible aux permis : A, A (MTT1)
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