Desempenho chave
Especificações técnicas
Motor
- Cilindrada
- 1462 cc
- Potência
- 79.0 ch @ 4800 tr/min (58.1 kW)
- Torque
- 128.5 Nm @ 2600 tr/min
- Tipo de motor
- Bicylindre en V à 54°, 4 temps
- Arrefecimento
- liquide
- Taxa de compressão
- 9.5 : 1
- Diâmetro × curso
- 96 x 101 mm
- Válvulas/cilindro
- 4
- Eixos de cames
- 1 ACT
- Sistema de combustível
- Injection
Chassi
- Chassi
- double berceau en acier
- Câmbio
- boîte à 5 rapports
- Transmissão final
- Cardan
- Suspensão dianteira
- Fourche téléhydraulique Ø nc
- Suspensão traseira
- Mono-amortisseur
Freios
- Freio dianteiro
- Freinage 1 disque , étrier 2 pistons
- Freio traseiro
- Freinage 1 disque , étrier 2 pistons
- Pneu dianteiro
- 130/80-17
- Pressão dianteira
- 2.00 bar
- Pneu traseiro
- 200/60-16
- Pressão traseira
- 2.50 bar
Dimensões
- Altura do assento
- 720.00 mm
- Tanque
- 18.00 L
- Peso
- 363.00 kg
- Preço novo
- 12 999 €
Apresentação
No segmento das baggers, Harley-Davidson e Indian reinam absolutas nas concessionárias europeias. A Suzuki, no entanto, tentou a sorte com a C 1500 T Intruder, uma touring custom feita para engolir asfalto sem pressa. O problema é que a norma Euro4 decretou a sentença de morte dessa máquina no Velho Continente já em 2017. Um fim prematuro para uma moto que, no papel, tinha argumentos de peso para encarar os mastodontes americanos.

Derivada da extinta M 1500 Intruder, cuja carreira foi relâmpago, a C 1500 T aposta na carta da discrição. Visual escuro, linhas esticadas, nada de cromo ostensivo. Estamos longe do brilho exagerado de algumas concorrentes do outro lado do Atlântico. A Suzuki enxertou nessa base um par de bauletos rígidos e um para-brisa generoso que transformam a custom em verdadeira companheira de viagem. O banco, baixo a 720 mm, acomoda o piloto numa posição de pilotagem tipicamente cruiser: pés para frente em plataformas largas, braços abertos, costas retas. O tipo de postura que impõe naturalmente um ritmo tranquilo. E é exatamente isso que essa moto pede.
Sob o tanque de 18 litros pulsa um bicilíndrico em V a 54 graus de 1462 cm3, refrigerado a água. A ficha técnica anuncia 79 cavalos a 4.800 rpm, o que não é nada de mais. Mas nesse tipo de máquina, o que conta é o torque. E aí, os 128,5 Nm disponíveis já a partir de 2.600 rpm mudam o jogo. O motor de curso longo, com seus 96 mm de diâmetro por 101 mm de curso e 4 válvulas por cilindro, privilegia a flexibilidade em baixa rotação. A transmissão por cardan e o câmbio de 5 marchas completam um conjunto pensado para o conforto, não para a performance. A velocidade máxima fica em 180 km/h, o que é mais do que suficiente para uso touring.
O ponto sensível é a frenagem. Qual é o peso de uma Suzuki C 1500 T Intruder? Nada menos que 363 kg com todos os fluidos. E para desacelerar essa massa, a Suzuki previu apenas um disco na dianteira com uma pinça de dois pistões, e um dispositivo idêntico na traseira. Numa máquina desse porte, é pouco. As concorrentes Harley, mesmo as de entrada de linha, fazem melhor nesse quesito. O pneu traseiro em 200/60-16 oferece uma base confortável, mas não vai compensar o subdimensionamento do sistema de frenagem numa parada de emergência com carga.
Resta o argumento de peso da Suzuki: o preço. A 12.999 euros, a C 1500 T Intruder se posicionava como a bagger mais barata do mercado, bem à frente dos valores praticados por Milwaukee ou Polaris. Para um motociclista viajante com orçamento apertado, atraído pelo universo custom sem querer hipotecar a casa, era uma proposta difícil de ignorar. Pena que as normas antipoluição tenham encurtado a aventura europeia dessa Intruder. Ela se dirigia a um público de viajantes tranquilos, amantes de passeios dominicais e finais de semana prolongados, que buscavam o estilo bagger sem a conta salgada que vem junto.
Informações práticas
- La moto est accessible aux permis : A
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