Desempenho chave
Especificações técnicas
Motor
- Cilindrada
- 998 cc
- Potência
- 182.0 ch @ 12500 tr/min (133.9 kW)
- Torque
- 107.9 Nm @ 10000 tr/min
- Tipo de motor
- 4 cylindres en ligne, 4 temps
- Arrefecimento
- liquide
- Taxa de compressão
- 12.7:1
- Diâmetro × curso
- 78 x 52.2 mm
- Válvulas/cilindro
- 4
- Eixos de cames
- 2 ACT
- Sistema de combustível
- Injection Ø 45 mm
Chassi
- Chassi
- Deltabox en aluminium
- Câmbio
- boîte à 6 rapports
- Transmissão final
- Chaîne
- Suspensão dianteira
- Fourche téléhydraulique inversée Ø 43 mm, déb : 120 mm
- Suspensão traseira
- Mono-amortisseur, déb : 120 mm
Freios
- Freio dianteiro
- Freinage 2 disques Ø 310 mm, fixation radiale, étrier 6 pistons
- Freio traseiro
- Freinage 1 disque Ø 220 mm, étrier simple piston
- Pneu dianteiro
- 120/70-17
- Pneu traseiro
- 190/55-17
Dimensões
- Altura do assento
- 835.00 mm
- Tanque
- 18.00 L
- Peso
- 206.00 kg
- Preço novo
- 13 999 €
Apresentação
Você se lembra daquela sensação, quando a Yamaha lançava uma versão SP e todos começavam a sonhar? Era um evento, quase uma cerimônia. Acreditávamos que os engenheiros de Iwata haviam vasculhado o catálogo racing para nos oferecer uma máquina excepcional, um pedaço de pista homologado para a estrada. A R1 SP de 2006 era o arquétipo: suspensões Öhlins, rodas Marchesini, um peso reduzido. Tínhamos a impressão de estar comprando um segredo, uma arma. Em 2012, a conta não fecha mais. Sinceramente, esta R1 SP cheira a reciclagem a pleno nariz. Parece que pegaram uma R1 standard de 2011, a deixaram em seu branco ou preto básico, e colaram dois escapamentos Akrapovic e um capô de banco como um kit "especial". Onde foi parar o arrepio?

Falemos de técnica, porque é aí que está o problema. O coração continua sendo o fantástico 4 cilindros em linha crossplane de 998 cc, um motor que explode a 12500 rpm para cuspir seus 182 cavalos de potência. O torque, ele, é um verdadeiro algoz de trabalho a 107,9 Nm, entregando essa impulsão característica, visceral, que te gruda no tanque. O chassi Deltabox em alumínio e a garrafa invertida de 43 mm garantem um comportamento de precisão cirúrgica. Mas tudo isso, você encontra na R1 standard. O selo "SP", a 13999 euros, não traz aqui nenhuma magia mecânica, nenhuma otimização de suspensão ou alívio significativo nos 206 kg em ordem de marcha. É um pacote estético, ponto. Comparado ao que a concorrência fazia na época em matéria de edições limitadas, falta cruelmente de ambição.
Então, para quem ela é? Certamente não para o pistard exigente que busca o último por cento de performance. Ele vai procurar em outro lugar, para máquinas realmente preparadas. Nem para o colecionador em busca de um objeto raro. Não, esta R1 SP 2012 se dirige ao viajante apaixonado que quer o barulho e o reconhecimento de um Akrapovic de fábrica, sem se aventurar em modificações. É uma máquina de prestígio superficial, que oferece o sentimento de pertencimento a um clube fechado, mas sem entregar todas as chaves técnicas. Ela roda muito rápido, é inegável, flertando com os 300 km/h com uma facilidade desconcertante, mas não transcende a experiência da base.
Finalmente, esta versão é o símbolo de uma mudança de época. A Yamaha talvez tenha estimado que o crossplane, essa maravilha de motor, já era uma tal declaração que não precisava mais de ser vestido para a festa. O problema é que quando se paga um suplemento por uma letreira, se espera mais do que um adesivo. Se espera loucura, excesso, engenharia pura. Esta R1 SP 2012 é uma excelente moto, mas uma muito má SP. Ela guarda a forma do sonho, mas esvaziou a substância. Um golpe de marketing onde se esperava um golpe de gênio.
Informações práticas
- La moto est accessible aux permis : A
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