Desempenho chave
Especificações técnicas
Motor
- Cilindrada
- 998 cc
- Potência
- 136.0 ch @ 10000 tr/min (100.0 kW)
- Torque
- 101.0 Nm @ 8000 tr/min
- Tipo de motor
- Bicylindre en L à 90°, 4 temps
- Arrefecimento
- liquide
- Taxa de compressão
- 11.4:1
- Diâmetro × curso
- 100 x 63.5 mm
- Válvulas/cilindro
- 4
- Sistema de combustível
- Injection Ø 54 mm
Chassi
- Chassi
- treillis tubulaire en tube d'acier
- Câmbio
- boîte à 6 rapports
- Transmissão final
- Chaîne
- Suspensão dianteira
- Fourche téléhydraulique inversée Ø 43 mm, déb : 127 mm
- Suspensão traseira
- Mono-amortisseur, déb : 130 mm
Freios
- Freio dianteiro
- Freinage 2 disques Ø 320 mm, étrier 4 pistons
- Freio traseiro
- Freinage 1 disque Ø 220 mm, étrier 2 pistons
- Pneu dianteiro
- 120/70-17
- Pneu traseiro
- 190/50-17
Dimensões
- Altura do assento
- 790.00 mm
- Tanque
- 17.00 L
- Peso a seco
- 187.00 kg
- Preço novo
- 19 995 €
Apresentação
Quando uma moto se torna lenda, é preciso saber fazer sua reverência com estilo. Em 2004, a Ducati escolheu encerrar o capítulo aberto pela 916 de Tamburini com esta Ducati 998 S Final Edition, uma série limitada disponível apenas sob encomenda. Dez anos de reinado no Superbike, oito títulos mundiais, 115 vitórias. O currículo dispensa comentários, e Bolonha quis gravar esses números no metal em vez de deixar sua rainha se apagar em silêncio.

No aspecto estético, esta última versão não se contenta com um simples adesivo comemorativo. Uma placa em prata gravada na mesa do garfo, o tricolor italiano bordado nas laterais do banco, os louros da vitória lembrados no tanque de 17 litros. Cada detalhe conta um pedaço da história do Mundial. Estamos longe de um simples exercício de marketing: a Ducati assina aqui um verdadeiro objeto de coleção, faturado nada menos que 19 995 euros na época. Um preço salgado, mas coerente para uma máquina que já figurava entre as peças de museu antes mesmo de sair da concessionária.
Sob a carenagem, encontramos a receita que fez os paddocks tremerem. O bicilíndrico em L Testastretta de 998 cm3, surgido na 996 R, desenvolve 136 cavalos a 10 000 rpm e 101 Nm de torque a 8 000 giros. Números que, em 2004, colocavam a máquina no nível de uma Suzuki GSX-R 1000 ou de uma Honda CBR 954 RR, com um caráter radicalmente diferente. Onde as japonesas empilham cilindros, a Ducati aposta na textura, na nervosidade em média rotação e naquela sonoridade rouca que só um twin a 90° sabe produzir. O quadro treliça tubular em aço, assinatura da casa, envolve esse motor com uma rigidez e uma precisão que muitos quadros perimetrais em alumínio invejavam. Com 187 kg a seco, a 998 S continuava sendo uma esportiva exigente, mas não punitiva, desde que o piloto não medisse menos de um metro e setenta e cinco: o banco a 790 mm não perdoa os de menor estatura.
As suspensões Öhlins, garfo invertido de 43 mm e monoamortecedor traseiro, com um amortecedor de direção da mesma marca, constituem o verdadeiro argumento técnico desta versão S frente à 998 de base. A frenagem conta com dois discos de 320 mm pinçados por pinças de quatro pistões na dianteira e um disco de 220 mm na traseira. O suficiente para frear os ímpetos de uma máquina capaz de atingir 280 km/h no final da reta. A transmissão por corrente e câmbio de seis marchas permanece clássica e eficiente, sem surpresas.

Esta Ducati 998 S Final Edition não se destinava ao motociclista de domingo. Ela visava o apaixonado experiente, o colecionador que sabia que a linhagem 916-996-998 representava uma virada na história do design e da competição motociclística. Com a chegada da 999 e sua estética controversa, esta Final Edition marcava o fim de uma era em que a Ducati conjugava performance bruta e elegância absoluta em uma mesma carenagem. Vinte anos depois, a cotação dessas máquinas só faz subir, prova de que certas motos transcendem seu status de simples veículo para se tornarem ícones. Aqueles que fizeram sua encomenda antes de outubro de 2004 provavelmente já sabiam disso.
Informações práticas
- La moto est accessible aux permis : A
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