Desempenho chave
Especificações técnicas
Motor
- Cilindrada
- 50 cc
- Potência
- 3.2 ch @ 6000 tr/min (2.3 kW)
- Tipo de motor
- Single cylinder, two-stroke
- Arrefecimento
- Air
- Sistema de combustível
- Carburettor. Dell´Ortho SHA 14/12
- Ignição
- Electronic
- Partida
- Kick
Chassi
- Transmissão final
- Chain (final drive)
Freios
- Freio dianteiro
- Expanding brake (drum brake)
- Freio traseiro
- Expanding brake (drum brake)
- Pneu dianteiro
- 2.50-10
- Pneu traseiro
- 2.75-10
Dimensões
- Tanque
- 2.20 L
- Peso a seco
- 34.00 kg
Apresentação
Um scooter que reivindica 3,2 cavalos na sua placa, é um programa. A Roxon P-One 10-10 de 2008 não vai fazer você tremer, mas ela conta outra história. Aquela de uma época em que a regulamentação europeia impunha seus limites aos 50cc, transformando o exercício da mecânica em uma luta por cada décimo de cavalo. Aqui, o monocilíndrico dois-tempos de 49,9 cm3 respira por um carburador Dell’Orto SHA 14/12, um pequeno tesouro de simplicidade que carbura a óleo e gasolina. Refrigerado a ar, ele gira redondo até seus 6000 rpm fatídicos, onde ele libera seus 2,3 kW regulamentares. Não procure o torque ou a velocidade de pico na ficha técnica: o importante está em outro lugar.

Com seus 34 quilos a seco e seus pneus em 2.50-10 na dianteira, 2.75-10 na traseira, a P-One é uma criatura urbana pura. A frenagem, assegurada por dois tambores, lembra que a urgência não é seu domínio. Ela se pilota com preguiça, com relaxamento, aproveitando da ausência total de nervosismo. A transmissão final por corrente, em vez de por coroa, lhe dá um pequeno ar de ciclomotor retrô que não falta de charme. O reservatório de 2,2 litros diz bastante sobre a vocação do veículo: alguns quilômetros por dia, do colégio para casa, do centro urbano para a zona artesanal. Face às Aprilia SR 50 ou às Peugeot Kisbee da época, ela assume um despojamento quase militante.
O que impressiona é essa leveza absoluta. Trinta e quatro quilos, é o peso de uma mala grande. A gente a levanta com uma mão, a guarda em um canto, a esquece quase que ela existe até a próxima viagem. A altura do assento desconhecida sugere uma acessibilidade total, provavelmente adaptada aos adolescentes ou aos adultos em busca de uma solução minimalista. O chassi, cuja ficha técnica não precisa a natureza, devia ser um simples berço tubular, apenas rígido o suficiente para unir as duas rodas. As suspensões, não descritas, eram sem dúvida combinados básicos, feitos para engolir as calçadas mais do que as curvas.
A Roxon P-One 10-10 nunca pretendeu concorrer com as esportivas do segmento. Ela visava um uso utilitário, econômico, quase descorporificado. Seu dois-tempos rudimentar cheirava a óleo de rícino e seu escapamento devia produzir esse ronronar característico dos pequenos monocilíndricos à admissão por pistão. Hoje, ela interessará o colecionador de curiosidades regulatórias, aquele que se diverte com essas máquinas calibradas para respeitar a lei à risca. Para o novato, ela oferece uma lição de modéstia mecânica. Para o motociclista experiente, ela lembra que a moto, às vezes, é apenas um motor, duas rodas e o estritamente necessário para ir de um ponto A a um ponto B.
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