Desempenho chave
Especificações técnicas
Motor
- Cilindrada
- 124 cc
- Potência
- 10.0 ch (7.3 kW)
- Tipo de motor
- Single cylinder, two-stroke
- Arrefecimento
- Air
Freios
- Freio dianteiro
- Expanding brake
- Freio traseiro
- Expanding brake
Dimensões
- Distância entre eixos
- 1220.00 mm
- Tanque
- 8.00 L
- Peso a seco
- 105.00 kg
Apresentação
Em 2000, a estrada ainda era povoada por essas pequenas mecânicas econômicas que serviam de passaporte para uma geração. A Motolevo 125 se inscreve sem complexo nessa linhagem utilitária, com o pragmatismo bruto de um monocilindro dois tempos de 124 cc. Ela cospe 10 cavalos, uma potência que não promete recordes, mas garante uma liberdade imediata, especialmente com um peso anunciado de 105 kg a seco. Seu reservatório de 8 litros e sua velocidade plafonada a 85 km/h desenham um raio de ação perfeito para o périurbano ou os caminhos de campo, longe das exigências rodoviárias.

A ficha técnica, sóbria até a austeridade, fala por si só: freios a tambor, resfriamento a ar, transmissão simples. Estamos no essencial, sem fioriture. Esse dois tempos, característico da época para as pequenas cilindradas, exala um cheiro e um som reconhecíveis entre mil. Ele demanda uma mistura, um pouco de óleo na gasolina, e oferece em retorno uma resposta viva a baixos regimes, típica desse tipo de motor. O entre-eixos de 1220 mm sugere uma estabilidade correta para uma máquina dessa categoria, prometida aos aprendizados e aos trajetos do cotidiano.
O que impressiona é seu posicionamento "Classic". Um termo frequentemente galvaudado, mas que aqui assume todo o seu sentido: é uma moto de base, elementar, que recorda uma época em que a mecânica se compreendia num piscar de olhos. Sem injeção, sem ABS, sem console digital. Apenas um chassi, um motor, duas rodas. Para o neófito, é uma escola de mecânica rolante; para o viajante das pequenas estradas, é uma companheira simples e sem pretensão.
A Motolevo 125 não busca rivalizar com as Honda CG125 ou as Yamaha SR125, mais evoluídas. Ela ocupa um nicho de simplicidade absoluta, provavelmente a um tarifário muito contido. Ela visa o estudante que precisa de um meio de transporte econômico, o jovem habilitado que quer vivenciar sem risco mecânico, ou o mecânico que vê nela uma base sã e modificável. É uma moto honesta, que não mente sobre suas capacidades e que, à sua maneira, torna a estrada acessível. Uma anti-moto para puristas, em suma, cujo charme reside em sua ausência total de sofisticação.
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