Desempenho chave
Especificações técnicas
- Cilindrada
- 1449 cc → 1499 cc
- Potência
- 67.0 ch @ 4500 tr/min (49.3 kW) → 67.0 ch @ 5200 tr/min (48.9 kW)
- Torque
- 109.0 Nm @ 3400 tr/min → 110.0 Nm @ 3100 tr/min
- Taxa de compressão
- 8.8:1 → 8.9 : 1
- Diâmetro × curso
- 95.3 x 101.6 mm (3.8 x 4.0 inches) → 95.3 x 101.6 mm
- Distribuição
- Double Overhead Cams/Twin Cam (DOHC) → —
- Partida
- — → Electric
- Freio dianteiro
- Double disc → Dual disc
- Pneu dianteiro
- 90/90-16 → 130/90-16
- Pneu traseiro
- 150/85-16 → 130/90-16
- Altura do assento
- 693.00 mm → 692.00 mm
- Distância entre eixos
- 1592.00 mm → 1612.00 mm
- Distância ao solo
- 130.00 mm → —
- Comprimento
- 2500.00 mm → —
- Peso a seco
- 372.00 kg → 385.00 kg
Motor
- Cilindrada
- 1499 cc
- Potência
- 67.0 ch @ 5200 tr/min (48.9 kW)
- Torque
- 110.0 Nm @ 3100 tr/min
- Tipo de motor
- V2, four-stroke
- Arrefecimento
- Air
- Taxa de compressão
- 8.9 : 1
- Diâmetro × curso
- 95.3 x 101.6 mm
- Válvulas/cilindro
- 2
- Sistema de combustível
- Injection
- Partida
- Electric
Chassi
- Chassi
- Double berceau tubulaire en acier
- Câmbio
- 5-speed
- Transmissão final
- Belt (final drive)
- Suspensão dianteira
- Fourche téléhydraulique Ø 41 mm, déb : 117 mm
- Suspensão traseira
- 2 amortisseurs latéraux, déb : 77 mm
Freios
- Freio dianteiro
- Dual disc
- Freio traseiro
- Single disc
- Pneu dianteiro
- 130/90-16
- Pressão dianteira
- 2.48 bar
- Pneu traseiro
- 130/90-16
- Pressão traseira
- 2.76 bar
Dimensões
- Altura do assento
- 692.00 mm
- Distância entre eixos
- 1612.00 mm
- Tanque
- 18.90 L
- Peso
- 378.00 kg
- Peso a seco
- 385.00 kg
- Preço novo
- 24 750 €
Apresentação
O que resta de uma moto quando removemos os números? Para a Harley-Davidson Ultra Classic Electra Glide de 2000, a resposta é simples: um mito sobre duas rodas. Com seus 378 quilos, a carteira cheia, seus 67 cavalos de potência extraídos de um V-Twin de 1499 cm3 e sua linha de navio, ela não busca impressionar a folha de rota. Ela a ignora superbamente. Estamos a anos-luz das devassidão eletrônicas e das cadências infernais. Aqui, o conta-giros é quase um acessório; o importante é este torque de 110 Nm que chega desde 3100 rpm, empurrando este gigante de aço com uma nonchalância soberana.

Montar na sela é aceitar um pacto. Em troca de uma condução plácida – a velocidade máxima mal roça os 155 km/h –, se obtém um fauteuil roulant para as grandes extensões. A suspensão, as malas integradas, o largo para-brisa: tudo é calibrado para engolir o asfalto sem uma gota de suor. Sim, uma Goldwing ou uma BMW K 1200 LT da mesma época o embarcarão mais rápido, mais longe, e com mais finura nas curvas. Mas elas não lhe darão jamais esta sensação de pilotar um pedaço da América, este ronronar grave do twin cam que faz vibrar o painel de instrumentos e o esterno.
Pois é bem aí a essência da fera. Em uma época em que a corrida à tecnologia já se empolgava, Harley-Davidson vendia emoção pura. O chassi duplo berço, a transmissão por correia, a garrafa convencional de 41 mm: nada é sofisticado, tudo é robusto, carregado de uma história. Por cerca de 25.000 euros na época, não se comprava um desempenho, mas um status, uma pertença. O índice peso/potência pode fazer sorrir um pistard, mas o motociclista que escolhe esta Electra Glide não olha o cronômetro. Ele olha o horizonte.
Este mastodonte se dirige ao viajante contemplativo, àquele para quem a viagem é um ritual, não uma provação. Com seu tanque de 19 litros e seu banco a 69 cm do solo, ele promete dias inteiros sem fadiga, desde que nunca se apresse as coisas. É uma moto que o ensina a paciência, que recompensa a serenidade. Seus freios a disco, corretos mas sem mais, e seu entre-eixos de mais de um metro e sessenta lembram que é preciso antecipar, planejar, escorregar em vez de carregar.
Então, é uma boa moto? No absoluto, não. Ela é pesada, lenta, e terrivelmente oneroso. Mas é justamente ao assumir plenamente estes “defeitos” que ela se torna irresistível. Ela não é feita para dominar a estrada, mas para domesticá-la, para saborear cada quilômetro ao som de seu V2 característico. Hoje, esta Ultra Classic personifica o arquétipo do cruiser americano de luxo, um monumento que observa, imperturbável, o futuro em desacelerando o presente. Não se a compara, se a adota. Ou se a rejeita. Não há meio-termo.
Informações práticas
- La moto est accessible aux permis : A
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