Desempenho chave
Especificações técnicas
Motor
- Cilindrada
- 349 cc
- Potência
- 26.0 ch @ 7000 tr/min (19.0 kW)
- Tipo de motor
- Single cylinder, four-stroke
- Arrefecimento
- Liquid
- Taxa de compressão
- 9.5:1
- Diâmetro × curso
- 80.0 x 69.4 mm (3.1 x 2.7 inches)
- Válvulas/cilindro
- 4
- Distribuição
- Double Overhead Cams/Twin Cam (DOHC)
Chassi
- Câmbio
- 5-speed
- Transmissão final
- Chain (final drive)
Freios
- Freio dianteiro
- Single disc
- Freio traseiro
- Expanding brake
- Pneu dianteiro
- 90/90-21
- Pneu traseiro
- 4.60-17
Dimensões
- Tanque
- 22.00 L
- Peso
- 181.00 kg
Apresentação
No crepúsculo dos anos 80, Gilera propôs um compromisso singular com sua Dakota 350, uma máquina que navegava entre as estradas de campo e os caminhos de terra sem verdadeiramente se comprometer em nenhum dos domínios. Este monocilíndrico quatro tempos de 349 cc, dotado de uma cabeça de cilindro com quatro válvulas e arrefecimento líquido, anunciava 26 cavalos a 7000 rpm. Números que não prometiam arrepios no asfalto nem proezas em terreno hostil, mas sim uma forma de versatilidade pacata.

Seu motor, com um diâmetro de 80 mm e uma carreira relativamente curta, poderia ter almejado um caráter vivo. A taxa de compressão modesta de 9.5:1 e a potência declarada sugerem, em vez disso, um temperamento dócil, construído para a regularidade mais do que para a performance pura. A caixa cinco velocidades e a transmissão secundária por corrente eram padrões do segmento enduro da época, assim como o tanque de 22 litros, uma capacidade que traía ambições de grande raio de ação, perfeito para as longas travessias.
Com um peso anunciado de 181 kg totalmente abastecida, a Gilera Dakota 350 não era leve. Essa massa, combinada a uma velocidade máxima limitando a 123 km/h, delineia o retrato de uma moto mais rodoviária do que esportiva. Os pneus, um 90/90-21 na dianteira e um 4.60-17 na traseira, eram equipamentos típicos das trails da era, capazes de morder um pouco na terra sem oferecer a mordida de um pneu todo-terreno de verdade. A frenagem, com um disco na frente e um tambor na traseira, confirmava essa posição intermediária.
Esta Gilera não buscava a briga com as concorrentes especializadas, seja das Honda XR ou das Yamaha Ténéré. Ela visava, em vez disso, o viajante tranquilo, aquele que aprecia uma sela alta, uma distância mínima do solo consequente e a segurança mecânica de um quatro tempos simples, sem pretensão. Era uma máquina de transição, em uma época em que as categorias começavam a se definir claramente. Hoje, ela interessa ao colecionador nostálgico dessas italianas com caráter bem temperado, que frequentemente preferiam o charme à eficiência absoluta.
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