Desempenho chave

147 ch
Potência
🔧
1052 cc
Cilindrada
⚖️
272 kg
Peso
🏎️
285 km/h
Velocidade máx
💺
780 mm
Altura do assento
24.0 L
Tanque
💰
11 433 €
Preço novo
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Especificações técnicas

Motor

Cilindrada
1052 cc
Potência
147.0 ch @ 10500 tr/min (106.6 kW)
Torque
108.0 Nm @ 8500 tr/min
Tipo de motor
In-line four, four-stroke
Arrefecimento
Liquid
Taxa de compressão
11 : 1
Diâmetro × curso
76.0 x 58.0 mm (3.0 x 2.3 inches)
Válvulas/cilindro
4
Eixos de cames
2 ACT
Sistema de combustível
Carburettor
Partida
Electric

Chassi

Chassi
périmétrique, type E-box en alu
Câmbio
6-speed
Transmissão final
Chain   (final drive)
Suspensão dianteira
Fourche téléhydraulique Ø 43 mm, déb : 120 mm
Suspensão traseira
Mono-amortisseur, déb : 117 mm
Curso da roda dianteira
120 mm (4.7 inches)
Curso da roda traseira
112 mm (4.4 inches)

Freios

Freio dianteiro
Dual disc
Freio traseiro
Single disc
Pneu dianteiro
120/70-ZR17
Pressão dianteira
2.90 bar
Pneu traseiro
180/55-ZR17
Pressão traseira
2.90 bar

Dimensões

Altura do assento
780.00 mm
Distância entre eixos
1500.00 mm
Tanque
24.00 L
Peso
272.00 kg
Peso a seco
235.00 kg
Preço novo
11 433 €

Apresentação

Imagine uma época em que o título de "moto mais rápida do mundo" era conquistado não com um foguete aerodinâmico, mas com uma máquina larga, confiante e dotada de uma desmesura toda japonesa. Em 2001, a Kawasaki ZZR 1100, na última linha reta de sua carreira, ainda personificava esse espírito. Ela não era mais a rainha absoluta, destronada pela Hayabusa e a ZX-12R, mas guardava essa aura de locomotiva supersônica para viajante apressado. Com seus 147 cavalos a 10500 rpm e um torque de 108 Nm disponível mais abaixo na faixa de rotação, seu quatro em linha respirava potência bruta, prometendo uma velocidade de ponta beirando os 285 km/h. Para quem busca a ficha técnica de uma lenda, os números falam por si.

Kawasaki ZZR 1100

Mas essa performance tem um preço, e não apenas os 11433 euros que era preciso desembolsar na época. O principal tributo é o peso. A seco, ela já exibia 235 kg, e com todos os 24 litros cheios, ela beirava os 272 kg. Estamos longe de uma esportiva ágil. O quadro perimétrico em alumínio e a suspensão dianteira de 43 mm devem gerenciar uma massa considerável. Nas curvas fechadas, é preciso se esforçar, empurrar no guidão com convicção. A moto não é nervosa, ela é majestosa. Seu terreno de preferência são as curvas largas e as retas intermináveis, onde sua estabilidade se torna um trunfo absoluto. Pilotar uma ZZR 1100 é aceitar um pacto: manobrabilidade relativa em troca de uma sensação de invencibilidade em alta velocidade.

No dia a dia, ela surpreende por seu lado civilizado. A posição, embora inclinada em direção ao velocímetro que exibe sem complexo 320 km/h, permanece aceitável para a viagem. O motor, flexível, entrega seu enorme torque sem brutalidade excessiva, mesmo que um leve tranco na aceleração possa trair sua idade. A frenagem, a discos duplos na dianteira, exige uma pegada firme para parar o conjunto, mas cumpre o seu papel. O verdadeiro defeito, para uso esportivo, talvez resida nas suspensões. Em um piso degradado, esse peso se faz sentir e a máquina pode faltar em tonicidade, balançando sua traseira sem, no entanto, se tornar ingovernável. É o defeito clássico das grandes esportivas de turismo dessa geração.

Hoje, procurar uma Kawasaki ZZR 1100 usada é mirar em um ícone acessível. Os modelos dos primeiros anos, como a ZZR 1100 1991, 1992 ou 1993, escreveram a história com designs em cores chamativas. Tornaram-se bases populares para transformações em café racer, e um vasto mercado de peças de reposição, de escapes a baterias, permite mantê-las em bom estado. Fóruns e clubes dedicados mantêm a chama acesa. Diante de uma concorrente como a Honda CBR1100XX Blackbird, mais fina e um pouco mais voltada para a estrada, a ZZR assume plenamente seu lado "bruto de obra".

A Kawasaki ZZR 1100 não faz firula. Ela é o arquétipo da mega-esportiva de turismo dos anos 90, projetada para engolir asfalto em um ritmo frenético com uma dose de conforto. Ela se destina ao viajante que prioriza o torque em baixa rotação e a estabilidade hipnótica na rodovia, ao amante de mecânicas cultas que quer o arrepio dos "200 cavalos" de antigamente sem a loucura dos preços atuais. É uma moto que se vive mais do que se pilota à corda, uma lufada de nostalgia, potência e peso que, quando se abre o acelerador, ainda faz esquecer alegremente seus quase 300 quilos.

Informações práticas

  • La moto est accessible aux permis : A

Indicadores e posicionamento

Relação peso/potência
0.54 ch/kg
🔄
Binário / peso
0.40 Nm/kg
🔧
Potência volumétrica
138.8 ch/L
Na categoria Sport touring · cilindrada 526-2104cc (2060 motos comparadas)
Potência 146 ch Top 16%
56 ch mediana 101 ch 168 ch
Peso 272 kg Mais leve que 14%
204 kg mediana 240 kg 308 kg
Relação P/P 0.54 ch/kg Top 20%
0.23 mediana 0.42 0.70 ch/kg

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Perguntas frequentes

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