Desempenho chave
Especificações técnicas
Motor
- Cilindrada
- 125 cc
- Potência
- 14.8 ch @ 10500 tr/min (10.8 kW)
- Torque
- 9.7 Nm @ 10000 tr/min
- Tipo de motor
- Twin, four-stroke
- Arrefecimento
- Oil & air
- Taxa de compressão
- 11.2:1
- Diâmetro × curso
- 44.0 x 41.0 mm (1.7 x 1.6 inches)
- Sistema de combustível
- Carburettor
- Ignição
- Digital CDi
- Partida
- Electric
Chassi
- Chassi
- Double cradle
- Câmbio
- 6-speed
- Transmissão final
- Chain (final drive)
- Suspensão dianteira
- Cartridge fork
- Suspensão traseira
- Twin shocks
- Curso da roda dianteira
- 170 mm (6.7 inches)
- Curso da roda traseira
- 110 mm (4.3 inches)
Freios
- Freio dianteiro
- Single disc
- Freio traseiro
- Expanding brake (drum brake)
- Pneu dianteiro
- 110/90-16
- Pneu traseiro
- 130/90-16
Dimensões
- Altura do assento
- 665.00 mm
- Tanque
- 14.00 L
- Peso
- 161.00 kg
- Peso a seco
- 145.00 kg
Apresentação
Em 2006, obter sua carteira A1 não abria as portas para uma grande escolha de máquinas com caráter definido. A Hyosung Aquila 125 chegou com a ambição de fazer esquecer os monocilíndricos econômicos e os minicafés remendados. Com seu bicilíndrico em V a 75°, refrigerado por mistura óleo-ar e alimentado por carburador, ela já prometia uma experiência sonora e mecânica diferente.

O motor de 125 cc, com seu diâmetro de 44 mm e curso de 41 mm, é uma curiosidade neste segmento. Levar a 10.500 rpm para extrair 14,8 cavalos de potência exige usar as seis marchas, e o torque de 9,7 Nm a 10.000 rpm confirma que é preciso gostar de fazer cantar a mecânica. A velocidade máxima anunciada de 100 km/h é indicativa; em piso plano e com uma leve descida favorável, ela pode se aproximar desse número, mas não sonhe em ultrapassar caminhões em rodovias com essa elegância. É um exercício de paciência, mas para um jovem carteira, o som grave do V-twin e a postura de custom valem todos os discursos.
O chassi de berço duplo em aço dá seu visual, com um banco a 665 mm que acomoda praticamente todo mundo. As rodas de 16 polegadas, calçadas com pneus 110 na dianteira e 130 na traseira, garantem uma estabilidade rodoviária correta para o gênero. A garrafa da suspensão dianteira e os dois amortecedores na traseira são elementos de conforto mais do que de desempenho, o que corresponde ao caderno de encargos de uma cruiser. A frenagem, com um disco simples na dianteira e um tambor na traseira, lembra que a época ainda não exigia o ABS em todas as cilindradas; a moderação é importante, especialmente em tempo úmido.
Diante de uma Honda Shadow 125 ou uma Yamaha Virago 125, a Aquila 125 se defende pelo seu estilo mais musculoso e seu V-twin mais autêntico. Seu peso de 161 kg com todos os líquidos a torna manobrável na cidade, e o tanque de 14 litros lhe oferece uma autonomia honesta para passeios departamentais. Ela não busca brigar com as 125 esportivas da época, como a Aprilia RS 125, ela propõe um universo diferente: o do rolamento descontraído, do barulho surdo e da presença visual.
Esta Hyosung se dirigia ao jovem motociclista querendo começar em uma base custom credível, sem se contentar com um mono impessoal. Hoje, a vemos no mercado de usados como uma curiosidade simpática, um testemunho de uma época em que o segmento A1 começava a se diversificar. Ela permanece uma opção para o aprendizado se se busca algo diferente de um roadster padrão, desde que se aceite suas limitações dinâmicas e se encontre um modelo que tenha sido bem mantido.
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