Desempenho chave
Especificações técnicas
Motor
- Cilindrada
- 749 cc
- Potência
- 146.0 ch @ 13000 tr/min (107.4 kW)
- Torque
- 80.4 Nm @ 11000 tr/min
- Tipo de motor
- 4 cylindres en ligne, 4 temps
- Arrefecimento
- liquide
- Taxa de compressão
- 13 : 1
- Diâmetro × curso
- 73.8 x 43.8 mm
- Válvulas/cilindro
- 4
- Eixos de cames
- 2 ACT
- Sistema de combustível
- Injection
Chassi
- Chassi
- en tubes d\'acier au chrome molybdène
- Câmbio
- boîte à 6 rapports
- Transmissão final
- Chaîne
- Suspensão dianteira
- Fourche téléhydraulique inversée Ø 49 mm, déb : 118 mm
- Suspensão traseira
- Mono-amortisseur, déb : 120 mm
Freios
- Freio dianteiro
- Freinage 2 disques Ø 310 mm, étrier 6 pistons
- Freio traseiro
- Freinage 1 disque Ø 210 mm, étrier 2 pistons
- Pneu dianteiro
- 120/65-17
- Pneu traseiro
- 190/50-17
Dimensões
- Altura do assento
- 790.00 mm
- Tanque
- 20.00 L
- Peso
- 219.00 kg
- Peso a seco
- 187.50 kg
- Preço novo
- 31 495 €
Apresentação
Imagine um objeto que quase não existe, uma lenda tão rara que parece escapar dos catálogos e das concessionárias. A MV Agusta F4 750 AGOSTINI de 2004 é essa criatura, uma moto de homenagem tão exclusiva que flerta com o mito. MV Agusta, marca cuja história está entrelaçada com a de Giacomo Agostini e seus 15 títulos mundiais, quis aqui selar essa aliança em metal e em paixão. Apenas 500 exemplares estavam prometidos, cada um marcado por uma placa em ouro 18 quilates com o nome de seu proprietário, como um pacto sagrado entre a máquina e seu piloto. Mas entre o anúncio e a realidade, o mistério se instalou. À parte o modelo apresentado aos jornalistas, esta moto parece ter vivido sobretudo nas brochuras, deixando lugar à F4 1000 para mais tarde carregar as mesmas cores emblemáticas.

Tecnicamente, ela é uma evolução apurada da F4 SPR. Seu quatro cilindros em linha, com cilindrada de 749 cc, libera 146 cavalos a 13000 rpm, com um torque de 80,4 Nm chegando alto, a 11000 rpm. É uma mecânica que fala aos iniciados, que exige brincar com o seletor para a fazer cantar. O chassi em tubos de aço ao cromo molibdênio, as suspensões Marzocchi e Sachs especificamente preparadas, e as rodas forjadas Marchesini lhe dão um pedigree de pistard. Mas o verdadeiro luxo está nos detalhes: uma forquilha tratada com nitreto de titânio, peças em carbono dispersas como joias, e essa sela em alcântara vermelha, espessa e provocante, que corta com a habitual frugalidade dos assentos esportivos.
Com quase 219 kg totalmente abastecida, com uma altura de sela de 790 mm, ela não é a mais ágil das superesportivas. Comparada a uma Honda CBR600RR ou uma Yamaha YZF-R6 da época, ela é mais pesada, mais exclusiva, e claramente menos voltada para a performance pura. Seu preço de 31495 euros a posiciona em outro universo, aquele dos objetos de coleção, das máquinas para olhar tanto quanto para pilotar. Ela é feita para o motociclista que busca uma peça de arte mecânica, uma homenagem a Agostini que ele pode, em teoria, levar nas estradas. Mas com uma velocidade máxima anunciada de 280 km/h e um reservatório de 20 litros, ela permanece uma moto capaz de performances sérias, para aqueles que aceitam seu caráter altaneiro e suas necessidades de manutenção meticulosas.
Em suma, a F4 750 AGOSTINI é um paradoxo. Uma moto superbemente preparada, com acabamentos que gritam o luxo italiano, mas cuja produção parece ter sido um miragem. Ela é a última expressão de uma paixão, uma homenagem talvez muito pura para o mercado. Para o colecionador ou o apaixonado por MV Agusta, ela representa um Graal. Para o pistard buscando a performance absoluta, ela é um desvio magnífico, mas oneroso. Ela permanece, na história motociclista, um testemunho flamejante do que uma marca pode criar quando ela mistura a arte, a lenda e a mecânica. Uma peça rara, quase introuvável, que continua a alimentar os sonhos.
Informações práticas
- La moto est accessible aux permis : A
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