Desempenho chave
Especificações técnicas
Motor
- Cilindrada
- 865 cc
- Potência
- 55.0 ch @ 6500 tr/min (40.1 kW)
- Torque
- 68.0 Nm @ 3500 tr/min
- Tipo de motor
- Twin, four-stroke
- Arrefecimento
- Air
- Taxa de compressão
- 9.2:1
- Diâmetro × curso
- 90.0 x 68.0 mm (3.5 x 2.7 inches)
- Sistema de combustível
- Carburettor. Twin carburettors with throttle position sensor and electric carburettor heaters
- Distribuição
- Double Overhead Cams/Twin Cam (DOHC)
- Ignição
- Digital - inductive type
- Partida
- Electric
Chassi
- Chassi
- Tubular steel cradle
- Câmbio
- 5-speed
- Transmissão final
- Chain (final drive)
- Embreagem
- Wet, multi-plate
- Suspensão dianteira
- 41mm forks
- Suspensão traseira
- Chromed spring twin shocks with adjustable preload
Freios
- Freio dianteiro
- Double disc. 2-piston calipers
- Freio traseiro
- Single disc. 2-piston calipers
Dimensões
- Altura do assento
- 720.00 mm
- Distância entre eixos
- 1655.00 mm
- Comprimento
- 2420.00 mm
- Largura
- 830.00 mm
- Altura
- 1160.00 mm
- Peso a seco
- 229.00 kg
Apresentação
Estamos em 2004, e a Triumph, recém-retornada dos infernos, busca seduzir a América sem trair sua alma britânica. A Speedmaster da época, é um tanto essa resposta audaciosa: pegar a base Bonneville, injetar uma dose de estilo custom, mas mantendo um temperamento que explode um pouco mais que a America. O resultado? Uma máquina que joga em duas tabelas com mais convicção do que se poderia acreditar.

Sob o reservatório de 16,6 litros, o bicilindro paralelo de 790 cm³, calado a 270 graus, é a alma da fera. Ele entrega apenas 62 cavalos, uma potência modesta hoje, mas é seu torque precoce de 60 Nm desde 3500 rpm que faz toda a diferença. Ele vibra, ele ronca, ele dá uma sensação viva que os motores mais assépticos de hoje em dia perderam por vezes. Essa mecânica, acoplada a uma caixa de cinco marchas com desenvolvimentos reduzidos, dá uma vivacidade surpreendente a esta custom que exibe 245 kg com os bolsos cheios.
Mas onde se situa realmente esta Triumph Speedmaster? Ela faz um grande salto. De um lado, a posição do piloto, com os pés à frente e o guidão largo, grita um passeio despreocupado. Do outro, a estabilidade é francamente séria para uma custom, e a frenagem dianteira a disco duplo inspira confiança. O calcanhar de Aquiles? As suspensões, especialmente na traseira, que tendem a ser secas e a lembrá-lo duramente os defeitos do asfalto. A altura livre do solo limitada também tempera rapidamente os ardores em curva. É uma cruiser esportiva que o convida a jogar, mas que rapidamente o coloca de volta na ordem.

Para quem roda esta máquina? Para aquele que busca o estilo custom autêntico, sem os excessos e as faltas de reatividade das grandes cilindradas americanas. É uma porta de entrada ideal no mundo dos customs, fácil de conviver com seu banco baixo a 720 mm, mas que oferece mais sensações do que uma simples cadeira de rodas. Hoje, encontrar uma Triumph Speedmaster usada desta geração é uma caçada ao tesouro para os amantes de clássicos modernos. Ela prenuncia, aliás, as evoluções para os modelos 865, depois as Speedmaster 900 e 1200 atuais, mais evoluídas, mas também mais assépticas.

Em conclusão, esta Speedmaster 2004 não é uma moto perfeita. É um compromisso, por vezes rugoso, entre a estética relax e um temperamento esportivo contrariado. Mas é justamente esse caráter ambíguo, essa autenticidade mecânica, que lhe dá seu charme hoje. Um teste de Triumph Speedmaster desta era o convencerá de que se pode sorrir sem precisar de 100 cavalos, simplesmente com uma mecânica que fala e um estilo que não passa despercebido. Para uma opinião sobre a Triumph Speedmaster, a minha é clara: é uma máquina histórica, bem mais interessante e viva do que sua ficha técnica deixa transparecer.
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