Desempenho chave
Especificações técnicas
Motor
- Cilindrada
- 50 cc
- Potência
- 4.6 ch @ 8500 tr/min (3.4 kW)
- Tipo de motor
- Single cylinder, four-stroke
- Arrefecimento
- Air
- Taxa de compressão
- 12.0:1
- Diâmetro × curso
- 39.0 x 41.0 mm (1.5 x 1.6 inches)
- Lubrificação
- Oil pump
- Ignição
- CDI
- Partida
- Kick
Chassi
- Câmbio
- 1-speed
Freios
- Freio dianteiro
- Single disc
- Freio traseiro
- Expanding brake (drum brake)
Dimensões
- Distância entre eixos
- 905.00 mm
- Comprimento
- 1290.00 mm
- Tanque
- 2.30 L
Apresentação
Em 2006, a Derbi ainda tinha a coragem de oferecer uma máquina tão francamente simples. A Dirt Boy 10 é a antítese da complexidade moderna, um retorno aos fundamentos onde tudo se resume a um monocilindro quatro tempos de 49,9 cm³, uma única relação de marcha e sonhos de grandes espaços. Não é uma moto para ir rápido, é uma ferramenta para aprender, para se divertir em um campo ou para se deslocar sem pretensão. Com seus 3,4 kW, ou seja, 4,6 cavalos entregues a 8500 rpm, ela não provocará uma elevação de adrenalina, mas garante sorrisos francos e uma mecânica acessível.

O bloco, sobriamente refrigerado a ar, exibe um diâmetro e curso iguais de 39 mm sobre 41 mm, e uma taxa de compressão de 12:1 que testemunha uma busca por eficiência na simplicidade. A transmissão automática de variação contínua, ou talvez uma caixa sequencial de uma marcha, dependendo das versões, a torna uma montura ideal para um primeiro contato com a motocicleta. O entre-eixos de 905 mm promete uma estabilidade rudimentar, enquanto o sistema de frenagem mista – disco na frente e tambor atrás – recorda uma época em que o essencial era parar, não fazê-lo com sutileza.
Com um reservatório de 2,3 litros, a Dirt Boy 10 não visa grandes expedições. Sua autonomia se conta em horas de diversão, não em quilômetros. É aí todo o seu charme: ela define um perímetro de aventura modesto, mas intenso, libertado das preocupações de manutenção ou ajustes complexos. Face às pit-bikes chinesas da época, ela se posiciona como uma opção segura, beneficiando do conhecimento de uma marca histórica, mesmo que o acabamento permanecesse espartano.
Esta Derbi se dirigia ao jovem adolescente sonhando com mobilidade, ao pai buscando uma máquina indestrutível para a fazenda familiar, ou ao adulto nostálgico de uma mecânica transparente. Ela não tinha o que sentir vergonha diante de uma Honda QR50 ou uma Yamaha PW50, pois compartilhava com elas essa filosofia do estritamente necessário. Hoje, ela personifica um capítulo esquecido do catálogo Derbi, aquele das pequenas máquinas honestas que preferiam a robustez ao desempenho. Uma relíquia tocante de um tempo em que o prazer de pilotar começava com muito pouco.
Avaliações e comentários
Nenhuma avaliação ainda. Seja o primeiro a compartilhar sua opinião!